A Igreja de El Santísimo Salvador

Retomando a visita à cidade, fomos pela Pasaje Gutierrez, da qual saímos pela rua Castelar, para chegar à Plaza del Salvador e visitar a Igreja de El Santísimo Salvador.

A igreja ergue-se dentro de uma situação privilegiada, perto da Plaza Mayor de Valladolid e desde 1302, que já se incluía dentro da segunda muralha de Valladolid. O aceso à igreja faz-se por ruas pedonais, porque o caminho está vedado ao trânsito, mas como nos deslocava-mos de bicicleta foi fácil lá chegar.

A Igreja de El Santísimo Salvador ou simplesmente de Igreja El Salvador, é um templo católico, recentemente restaurado. A Igreja do séc. XVI, foi construída sob uma ermida dedicada a Santa Clara, onde foi baptizado São Pedro Regalado.

As edificações actuais foram construídas ao longo dos séculos XV, XVI, XVII e XVIII, e segundo a tradição, São Pedro Regalado, Padroeiro de Valladolid, foi baptizado na pia baptismal da igreja em 1390.

A capela a ele dedicada, dentro da igreja, é um dos focos de veneração a Santo Regalado, cuja festa, em todos os dias 13 de Maio, se celebra nesta igreja desde meados do séc. XVIII.

A igreja está organizada mediante uma grande nave única, com cinco secções, muito ampla, coberta com uma abside poligonal e abriga um bonito retábulo rococó de 1756. Esta única nave é coberta por uma abóbada de tijolo e pedra. Em ambos os lados da nave abrem-se uma série de capelas construídas entre o século XV e 1788.

Esta igreja é uma espécie de compêndio de todos os estilos que ocorreram em Castela, a partir do décimo quinto ao final do século XVIII.

Lá dentro é de maior interesse observar, o altar-mor, a capela dos Reis, na Capela de São Pedro Regalado, a Capela baptismal onde foi baptizado, São Pedro Regalado, a Capela de Nossa Senhora da Guia e da Capela de San Juan Bautista.

O maior destaque vai para a sua interessante fachada, renascentista, do século XVI, de boas proporções e belas esculturas e com uma torre de grande porte, do séc. XVII, reformada em 1606 por Bartolomé de la Calzada.

Ao lado na mesma praça, existe uma bonita igreja hispano/flamenga concluída em 1492, que também foi visitada por nós.
Fonte: Wikipédia

Igreja do Mosteiro de San Benito el Real


A igreja de San Benito el Real, situada na pertence ao mosteiro da ordem beneditina, mesmo ali ao lado e é um dos mais antigos templos de Vallodilid, em estilo gótico. Foi construída entre os anos de 1499 e 1515, no mesmo lugar onde estava construído o antigo Alcazar Real.

A igreja foi edificada de 1499 a 1515, seguindo os planos de Juan de Arandia e García de Olave. Está totalmente edificada em pedra e está organizada mediante três naves, que rematam em três absides poligonais e não existe cruzeiro. Tem as características de uma igreja/salão que estava muito em moda em meados do séc. XVI.

No entanto, a fachada desta edificação não foi erigida na mesma época da restante construção, uma vez que esta foi construída anos depois, em 1569, sendo desenhada por Rodrigo Gil de Hontanon.

Originalmente a sua torre/campanário, tinha bastante mais altura graças há existência de outros dois corpos do campanário original que se encontravam sobre os actuais e que foram derrubados no séc. XIX, por ameaçarem ruína.

As naves laterais são muito altas e a diferença de altura com a nave central é pequena, pelo que podemos dizer que esta igreja segue a tipologia de igreja/salão, muito difundida na primeira metade do séc. XVI, criando edifícios com uma interessante e grandiosa espacialidade.

A iluminação é resolvida a partir de grandes buracos abertos na parede do corredor do lado do altar e nos corredores laterais. Originalmente, havia também alguns buracos na nave central que foram tapados após a elevação do tecto de 1580. O alongamento dos pés é o coro, que abrange as três naves da igreja.

Os pilares que dividem as naves são reforçados. Pode-se observar que as secções mais próximas à cabeça que decoraram capitéis e cornijas, desaparecem nas secções dos pés, mais austeros. Isto pode ser devido à busca de um orçamento mais barato à medida que avançavam as obras, iniciadas pela cabeceira, ao estilo medieval.

Um dos tesouros mais importantes guardados nesta igreja é o Retábulo de San Benito el Real de Valladolid.

Por fora, o templo tem grossas paredes resistentes de calcário (extraído de uma pedreira perto de Valladolid) e grandes janelas que iluminam o interior espaçoso. Ali mesmo do lado esquerdo de quem sai do templo, pode ver-se o bonito mercado fechado da cidade, que por ser domingo se encontrava fechado.

Quando acabámos a visita a esta igreja, ouviam-se cânticos gregorianos belíssimos, vindos do corpo do mosteiro, que fica mesmo ali ao lado direito, à saída da igreja e quando nos dirigimos para lá apercebemo-nos que se tratava de um ensaio de um grupo coral de igreja. Sentámo-nos nos degraus à saída e estivemos ali, ainda bastante tempo a ouvi-los ensaiar, acabando assim em beleza esta agradável visita.

Fonte: Wikipédia

A Plaza Mayor de Valladolid

A bela e ampla Plaza Mayor de Valladolid é de planta quadrada, com edifícios com arcadas e varandas que descansam sob colunas ou pilares de granito quadrados. É do tipo aberto, ou seja, as ruas que nela desembocam entram na praça sem qualquer impedimento, embora esteja vedada ao trânsito. Está rodeada por ruas estreitas que lembram o passado e é uma das maiores da Espanha.
Tradicionalmente, as casas da praça tinham uma altura de três andares. A distribuição dos vazios foi hierárquica. O primeiro andar tinha varandas e o segundo e terceiro, janelas simples. Esta aparência original foi mudando ao longo do tempo até ao presente, em que todos os vazios de todos os andares têm varandas.

A praça é presidida pela estátua de repovoador da cidade, Pedro Ansúrez e foi realizada em 1903 pelo escultor Aurelio Carretero.

No flanco norte, fica a Casa Consistorial sede da Câmara Municipal de Valladolid. A primeira, que sobreviveu até 1879, data do século XVI, mas foi sendo reformada ao longo do tempo. Em meados do século XIX, foi incorporada uma torre para um relógio no centro da fachada.

No início do séc. XX, foi realizado pela primeira vez um concurso para renovação do edifício, que foi ganho pelo o arquitecto Antonio Iturralde. No entanto, Iturralde morreu em 1897 e foi substituído pelo arquitecto Enrique Repullés, que assumiu as obras e derrubou tudo o trabalho feito por Iturralde, construindo um novo edifício eclético que foi concluído em 1908, sendo este o actual edifício da Câmara Municipal.

A Plaza Mayor de Valladolid foi reconstruída para que tivesse a sua aparência actual no séc. XVI, para que fosse uma espécie de lugar de reunião, mercado e lugar de celebrações públicas. Esta foi a primeira grande Plaza de Espanha e serviu como modelo para a construção das outras praças castelhanas e sul-americanas, incluindo a Plaza Real de Madrid.

Nas últimas obras feitas na praça actual, tentou-se retornar à homogeneidade original através de certos mecanismos técnicos, como a pintura com tinta vermelha de todas as fachadas dos edifícios existentes, mesmo os mais históricos e embora a praça tenha com este efeito, um bonito impacto visual, poderá ser esteticamente questionável, do ponto de vista histórico.

Site usado: Wikipédia

VIII Encontro Internacional de Escultores de Areia - Valladolid


A sorte e a beleza encontraram-se connosco mais uma vez, por acaso, na Plaza Mayor de Vallodolid, fazendo deste encontro uma pausa obrigatória para o reconhecimento de uma forma de arte com detalhes de sedução.
O VIII Encontro Internacional de Escultores em Areia, realizado na Plaza Mayor de Valladolid, para o qual foram seleccionados e convidados apenas nove escultores de areia do mundo, entre aqueles que estão no momento em maior evidência.
O Concurso Internacional de Mestres Escultores de Areia, é realizado todos os anos em Vallodolid e este ano decorreu nos dias 14 e 15 de Junho. Este ano o concurso homenageou o município no seu centenário castelhano.

Para ser realizado, foram usadas 175 toneladas de areia e o escultor Leonardo Ugolini, foi o vencedor deste VIII Concurso Internacional Escultores de Areia de Valladolid, no entanto todas as esculturas estavam espantosas e belas e uma delas, que se relacionava com os sonhos infantis, foi a minha preferida.
A escultura ganhadora representava, a “relação entre o homem remoto com os astros e os centros de astronomia actuais”, que foi o mote escolhido pelo escultor da obra vencedora, uma vez que neste ano se comemora o Ano Internacional da Astronomia e o trabalho pretendia reflectir sobre o esforço humano para compreender a universo.
Fonte: es.getalyric.com/escuchar


5º Dia - Valladolid

O final deste fim-de-semana prolongado aproximava-se, restando-nos só um dia mais para voltar a casa. Ao fim da tarde, deixámos Santillana del Mar a caminho do Sul, até à bela cidade de Valladolid, no centro Norte da meseta ibérica, onde pernoitámos num parque de estacionamento destinado a autocaravanas, bem perto do centro da cidade e junto ao Pavilhão da Feira Internacional de Valladolid.

No dia seguinte e depois de se dormir até tarde, resolvemos conhecer a cidade de bicicleta, uma vez que a cidade é plana e o centro ficava a poucos minutos do local onde foi deixada a autocaravana. A cidade estava calma e com pouco trânsito pois era domingo, o que fez com que o passeio de bicicleta fosse um prazer de difícil esquecimento.
Valladolid é uma cidade industrial e um município no centro-norte de Espanha, que se estende na confluência dos rios Esgueva e Pisuerga, um pouco acima da sua confluência com o rio Douro.

A antiga cidade arábica de Belad-Walid, que significava "Terra do Governador", é a principal cidade da sua província (Castela e Leão), e uma cidade universitária, situada num planalto fértil da velha Castela.

Valladolid foi conquistada aos mouros no século X. A primeira menção escrita a Valladolid, data da época de Alfonso VI. No século XI era um pequeno povoado que este cedeu ao Conde Ansúrez (nobre encarregue por D. Afonso VI de Leão e Castela, de repovoar Valladolid, a quem se deve na Idade Média um grande crescimento da cidade), e mais tarde foi sede da Real Chancelaria.
Carlos I converteu-a em capital de Espanha, condição que perdeu para Madrid, com Felipe II. Em 1469 a Rainha Isabel de Castela e Fernando de Aragão, casaram-se na cidade no Palácio Vivero e depois da reconquista transformaram Valladolid na sua capital. Por volta do século XV e a cidade foi a residência dos reis de Castela e a capital do reino da Espanha até 1561.

Com menos aparato, Cristovão Colombo morreu em Valladolid, em 1506, solitário, doente, desiludido e completamente esquecido, numa casa onde é agora um museu dedicado à sua vida.

A cidade foi novamente a capital do reino, entre 1601 e 1606 por vontade de Philip III e foi neste período que o grande Cervantes publicou a primeira edição de Dom Quixote, em 1604.

Nas últimas décadas, a cidade teve um considerável crescimento económico, através do desenvolvimento rápido da indústria, em especial da produção automóvel.

Apesar do crescimento e da industrialização, Valladolid possui alguma da melhor arte e arquitectura renascentista espanhola. Nela se podem observar no casco velho, alguns esplêndidos edifícios que são herança do seu passado glorioso.
A nossa visita começou a partir da Av. de Vicente Mortes e após a passagem para a outra margem, pela Ponte de Regueral sobre o rio Pisuerga, podemo-nos dirigir com facilidade à zona histórica da cidade.

Logo á saída da ponte à direita, podemos observar o belo jardim de roseiras, situado à margem do rio e junto ao Paseo de Isabel La Católica. Passando em seguida pela Plaza del Poniente, pela rua de Correos e pela rua de Jesús, chegámos a Plaza Mayor, no coração da cidade antiga.
A maioria dos edifícios da praça, datam do século XVI e respiram as tradições da cidade. Ali é interessante parar para sentir o pulsar da ampla e bela Plaza Mayor de Valladolid, uma das maiores de Espanha, quadrada, com arcadas que assentam sobre pilares ou colunas, onde se pode também observar a Câmara Municipal. A Plaza Mayor é presidida por uma estátua do Conde Ansúrez, ficando esta, mesmo em frente da Câmara Municipal, um prédio do início do século coroado pela torre do relógio.

Quando chegámos a esta deslumbrante Plaza Mayor, decorria ali o VIII Encontro Internacional de Escultores de Areia, para o qual foram seleccionados e convidados apenas nove escultores de areia de todo o mundo, entre aqueles que estão no momento em maior evidência, nesta área das artes.

Os trabalhos em areia ali encontrados, eram de uma beleza dificil de descrever e foi para mim deveras gratificante observar de perto este acontecimento, sendo as obras realizadas por estes mestres escultores uma delicia para os sentidos.

Bem próximo e a pouca distância da Plaza Mayor, encontramos também as Igrejas de San Benito el Real, o templo mais antigo da cidade, situado junto ao Mosteiro de San Benito e do edifício do Mercado da cidade e a igreja de San Pablo, na Plaza de San Pablo de Valladolid, situada junto ao Colégio de San Gregorio e que foi construída entre o séc. XV e XVII.

Em seguida e depois de seguirmos pedalando pela rua de Ferrari e rua del Regalado, foi a vez de visitarmos a Catedral de Valladolid, situada junto à rua de Arribas e no início da Plaza de Portugalete. A Catedral, conhecida também com o nome de Nuestra Señora de Asunción, foi desenhada pelo arquitecto Juan de Herrera, datando a sua construção do séc. XVI.

Ali bem perto, no topo contrário da mesma praça, ainda podemos visitar a antiga igreja de Santa María la Antigua, com uma torre românica, construída no séc. XI, sendo o resto gótico e neogótico, que foi restaurada na primeira metade do séc. XX.

Depois de passearmos pelas ruas e ruelas da cidade antiga, que naquele dia tinham uma quiétude absorvente, regressámos já ao final da tarde à autocaravana e após um breve lanche, partimos rumo a Portugal e ao final desta belíssima viagem.

Site: Wikipédia

Santillana del Mar, um pueblo medieval



Depois de Comillas foi a vez de visitar-mos Santillana del Mar. A chegada a Santillana a um sábado, fez com que fosse difícil encontrar estacionamento, mas após algumas voltas lá se conseguiu um local onde o estacionamento era permitido.

A vila de Santillana não é para turistas de janela de automóvel e para a visitarmos temos que caminhar por ela, uma vez que toda a vila se encontra vedada ao trânsito.
A vila abre caminho desde a estrada nacional para norte através de uma única via, a rua de Santo Domingo, que logo se bifurca em forma de “Y”, na rua de Juan Infante, que conduz à praça de Ramón Pelayo a partir da qual nos dirigimos à la Colegiata, uma igreja românica e antigo mosteiro beneditino.


Tudo começa ao seguir esta entrada e ali se descobre, cercados por velhas casas que parecem congeladas através dos séculos, que parecem à nossa espera para retornarem à vida, com varandas floridas, separadas por pequenas ruas calcetadas de antigas pedras e onde para quem é mais sensível, se pode imaginar o sem número de pessoas de outros tempos, que por lá já caminharam.

Isto não é impossível, pois ali vivi esta pequena fantasia ao visitar Santillana del Mar, o “pueblo” das três mentiras. É que dizem que Santillana nem é santa, nem plana (llana) e nem tem mar (del Mar).

Depois de se sair da estrada asfaltada e caminhando do asfalto para as velhas pedras da calçada, seguir adiante e ver-nos entrar por uma rua que fazia as vezes de túnel do tempo, foi uma sensação única que não se esquece jamais.

E quando as casas começaram a surgir, de um lado e outro da ruela empedrada, feitas também elas de pedras, que mostravam a cor e desgaste dos séculos que passaram… É sem dúvida uma experiência mágica!

Foi mágico caminhar descendo lentamente as ruas empedradas, apreciando os muitos anos que aquelas casas carregavam e, quando damos conta, chegamos ao fim da velha vila, atravessando um pequeno rio, na rua del Río.

Mas este final foi grandioso, pois terminava numa magnífica construção de cerca de 900 anos. A Colegiata Romanica de Santillana del Mar, que conclui a visão do passado em pleno presente nesta bela e antiga vila cantábrica.

Ali na Colegiata Românica de Santillana del Mar, repousam os restos mortais de Santa Juliana (ou Santa Illana). Santillana não é santa mas como se vê tem santa... Pena foi que quando lá chegámos já la Colegiata fechava…

Para um autêntico saborear deste milenar museu, deve observar-se o próprio vai e vem das pessoas que inundam as suas ruas, as suas seculares varandas sempre floridas e o encanto dos seus recantos que oferecem um mundo de surpresas em cada rua ou esquina...

Mais sobre este assunto em : Santillana del Mar

Site: images.google.pt

Comillas



Chegar a Comillas foi difícil, pois a estrada do litoral encontrava-se cortada, por estar em construção uma nova ponte, sobre a ria de la Rabia.

A bela Comillas, assente sobre as colinas acima de uma bonita baía com um pequeno porto, é uma pequena cidade no litoral cantábrico e uma concorrida estância balnear, muito bem preservada, que teve a sua época de glória no final do século XIX e princípios de XX.

Apesar de se ter expandido muito ultimamente, a sua fascinante mistura de casas antigas não pode ser ignorado e é uma delícia passear através dela. Há muitas lojas, restaurantes, bares e um posto de turismo que ocupada o ex-mercado.

A cidade deve a sua beleza arquitectónica há vinda de do rei Alfonso XII a Comillas, para passar uma breve temporada, transformando Comillas numa estância de férias da aristocracia da época.

A característica central da cidade é a sua Plaza Mayor pavimentada, com a sua igreja paroquial. Para alem de um enquadramento magnífico, esta pequena cidade alguns edifícios notáveis e invulgares, de arquitectos modernistas catalães.

A Oeste fica o parque do Palácio dos Marqueses de Comillas, um enorme edifício neo-gótico, desenhado por Antoni Gaudí, para o primeiro marquês de Comillas, Antonio López Y Lópes, em 1881.

Para o outro lado da estrada principal, numa colina entre a cidade e o mar, temos um edifício também modernista, em tijolo maciço, o complexo da antiga Universidade Pontifícia (para quem quiser estudar para bispo ou cardeal), projecto de Lluís Domènech i Montaner, de 1878, também patrocinado por Antonio López y López.

A partir do seu adro, podem observar-se belas vistas sobre o parque e a cidade, e na parte de trás do edifício observa-se uma bela perspectiva sobre o mar e um conjunto de belas praias.

Também de grande importância é um edifício neo-gótico, residência do 2.º Marquês de Comillas, o Palácio Sobrellano, projectado por Juan Martorell em 1878 e 1890.

Um cunhado deste, um homem de negócios, Máximo Díaz de Quijano, querendo construir uma residência de verão de tipo oriental, encomendou o projecto a Gaudí e mandou construir o edifício, inspirado no estilo mudéjar, com um minarete coberto de azulejos amarelos e verdes.


É o famoso “Capricho de Gaudi” ou “Villa Quijano”, construído em 1883. Eusébio Guell, genro de Antonio López y López, como se sabe, foi o grande mecenas de Antóni Gaudi. El Capricho, agora restaurado e em uso como um restaurante elegante, é apenas uma das grandes e antigas residências, que vale a pena visitar.

A praia longa de areias finas e brancas, proporciona esplêndidas vistas ao longo da costa, onde o vento sopra ameno trazendo o bom cheirinho a maresia, enquanto o porto mesmo ali ao lado, com as idas e vindas dos navios de pesca, são um fascínio extra.

Site: comillas.es

4º Dia - Litoral Cantábrico

Deixando para trás Potes e voltando a fazer novamente todo o desfiladeiro de la Hermida até Panes e continuando pela estrada (N-621) a caminho do mar, descendo dos Picos da Europa, encaminhámo-nos para Norte.
A estrada desde Panes, leva-nos até à costa ocidental sempre colada ao rio Deva, que naquele dia se encontrava cheio de vários grupos de canoístas entusiastas descendo o rio. O caminho fez-se bem, com algumas paragens para fotos e num bonito parque de merendas para um breve lanche.
A nossa intenção era visitar Comillas e Santillana del Mar. Toda esta zona é magnífica e de uma beleza difícil de encontrar, pois a montanha cai a pique sobre o mar.

Antes de chegarmos a Comillas tivemos a oportunidade de passar pela linda povoação piscatória de San Vicente de la Barquera, já bem perto de Comillas.

Situada na costa ocidental da Cantábria, San Vicente de la Barquera é uma pequena vila onde se deve destacar o seu património monumental de grande importância histórica e a sua situação, junto de um excepcional meio natural e dona de uma boa e reconhecida gastronomia.

Seu porto pesqueiro é um dos mais importantes da região. O turismo e os serviços a ele ligados, são na actualidade e em toda a zona, a principal actividade económica, com uma ampla e atractiva oferta para os visitantes.

San Vicente de la Barquera encontra-se em pleno coração do Parque Natural de Oyambre, um espaço natural protegido, de grande valor ecológico constituido por rias, escarpas, praias, dunas, pradarias e bosques que albergam uma fauna e flora de grande importância.

Estes valores naturais permaneceram praticamente invariáveis ao longo da história de San Vicente de la Barquera, que ali foi protagonista desde a época romana.

Assente sobre o mesmo solo onde possivelmente esteve o porto romano de "Vereasueca" e o porto da época medieval de "Apleca", a vila viveu a sua época de maior esplendor durante a Idade Média, depois da concessão de foral por Alfonso VIII, época em que os seus homens protagonizaram importantes conquistas marítimas, na reconquista de cidades andaluzas aos mouros e em expedições à Terra Nova.

San Vicente de la Barquera foi também um importante local de paragem do Caminho de Santiago na rota costeira. Fruto desse passado, a vila e os lugares próximos apresentam um destacado património monumental declarado como “Conjunto Histórico Artístico”.
Site: Spain.info