Depois começamos a subir e em seguida atingimos a plataforma a mil metros de altitude, passando ao cruzamento que nos leva à Branda da Aveleira, que após uma boa subida, se observa do nosso lado direito.Subimos ainda mais, por uma estrada bem íngreme e encontramos a Branda de S. Bento do Canto, lugar inóspito silenciosa que se estende junto à margem esquerda do caminho, acompanhando a estrada. Parece uma povoação abandonada e fantasma, não se vendo vivalma.
Bem mais lá em acima e já numa espécie de planalto, encontramos um cruzamento, junto a um campo de futebol, seguimos para a direita e mais à frente começamos a vislumbrar ao longe, solitária a Branda de Sto. António e a seguir, mais à frente e a alguma distância desta última e já na descida, a Branda da Senhora da Guia.A vegetação é agora escassa, a serra mostra afloramentos rochosos de onde sobressai alguma vegetação arbustiva e rasteira, dominada por urzes e giestas, que dão um colorido impressionante e avassalador.
Atingimos o alto da serra. O caminho segue, por uma estrada em mau estado, toda esburacada, sempre a descer levemente, fazendo com que a nossa atenção se fixe no caminho, em vez de se olhar a paisagem.
No Santuário um casamento, faz com que a visita à igreja seja acompanhada de missa e circunstâncias solenes, em que a atração principal, para muitos, em vez da Sª da Peneda, foram os noivos e seus convidados.
Castro Laboreiro parece à primeira vista uma vila fantasma, mas se nos sentarmos um pouco e esperar-mos, aparece gente, pouca... mas gente, ou que se dirige para a loja, ou do campo vem ou para casa vai...Sobre um monte de rocha viva e de acesso difícil, a 1033 metros de altitude encontram-se as ruinas de um castelo, mandado construir por D. Dinis, no local onde havia uma fortificação rudimentar, com a existência de séculos.
As termas, ali ao lado, possuem àguas quentes e alcalinas, que são recomendadas para o tratamento de doenças reumaticais e bronquites, que jorram à temperatura de 39ºC a 49,5ºC.Junto à margem do rio Minho, um passadiço em madeira acompanha a margem esquerda até ao início da muralha que cerca a vila, sendo por este que iniciámos o nosso passeio à vila de Monção.
A vila medieval encontra-se dentro de um amplo polígono amuralhado, pelo que para entrarmos, passámos uma porta, junto à base da muralha.Fora das muralhas medievais desenvolveu-se a vila moderna, em redor do terreiro da feira, com casas brasonadas e outras valiosas edificações.
Depois o entrar novamente por uma enorme porta antiga e o caminhar por uma série de ruelas empedradas e estreitas, que nos levam á praça principal, a Praça Deuladeu Martins. Logo no início encontramos do lado esquerdo a Capela da Mesericórdia, barroca (séc. XVIII), que se apresenta com um pórtico flanqueado por quatro pilastras jónicas. Lá dentro a beleza da sua rica talha dourada.È nesta praça que se realiza a típica Festa da Coca, no dia de Corpo de Deus, que alguns dizem remontar ao séc. XVI. Nesta festa, um dragão (a Coca), pesado e barulhento, tenta escapar à preseguição que lhe move São Jorge, montado a cavalo e vestido como um cavaleito medievail. Termina com a vitória do Bem (São Jorge), sobre o Mal (a Coca).
A praça é visitada de vagar e a maior parte do tempo, foi passado no lindo miradouro alto, no topo da praça, sobre o rio Minho, de onde se desfrutam lindas paisagens, que têm o rio e as terras da Galiza como principais cenários.
Reza a história que durante as guerras de D. Fernando, rei de Portugal, com Castela, a vila sofreu vigorosos ataques das forças de Henrique de Trastâmara, tendo então ocorrido o lendário levantamento de um cerco, graças ao estratagema congeminado por Deuladeu Martins, mulher do alcaide Vasco de Abreu, ao lançar os últimos pães que restavam na fortaleza aos castelhanos, fazendo-lhes assim crer que os mantimentos dos sitiados, que eles pensavam render à fome, davam ainda para muito tempo.Na volta à AC, passámos ainda pelos interessantes jardins e parques de diversões, resultantes das obras de requalificação urbana, das margens do rio até ao Parque das Termas.
Fonte: lendasecalendas.omeuforum.net