A dimensão da obra, ficou muito aquém do inicial e ambicioso projecto. O objectivo de Eusebi Güell era fazer de um grande terreno de sua propriedade um “bairro-jardim”, todavia a dimensão final da obra ficou muito aquém das ideias e pretensões de Güell. O que se pretendia era construir uma grande área de residências unifamiliares com 60 casas, sendo o parque actual a sua entrada principal.
Esta praça, elevada sobre pilotis, designada Gran Plaza Circular, tem a forma e dimensões de uma praça tradicional, inclusive com piso em areia. Nela um banco ocupa todo o seu perímetro, numa extensão de cerca de 152 metros, todo revestido por mosaicos executados em cacos e pedaços de azulejos, cujo resultado é extremamente invulgar e bonito, plasticamente artístico e visualmente muito atraente. Esta praça foi executada pelo arquitecto Josep Jujol, então um dos principais colaboradores de Gaudí.
De cima desta praça, que por ser bem elevada e ficar situada numa colina, como se fosse um enorme balcão, pode desfrutar-se uma vista magnífica, quer da cidade de Barcelona, quer do parque, podendo ver-se tanto a parte frontal do conjunto que integra o Parc Güell quando a sua parte posterior. A zona frontal do parque fica ao nível da rua, na entrada do parque, onde ficam dois pequenos e bonitos prédios com o estilo personalíssimo e inconfundível de Gaudí, também revestidos por mosaicos de pedaços irregulares de azulejos a darem unidade ao conjunto.
A praça suspensa por colunas, onde o vento sopra ameno, é delimitada pelos seus bancos sinuosos, cujo encosto é também o guarda corpo, que com a sua forma sinuosa serpenteia todo o perímetro da área elevada proporcionando um efeito visual extremamente curioso, incomum e criativo. Igualmente curioso e atraente é o lagarto/dragão colorido revestido de cacos de azulejo que recepciona os visitantes e fica bem no centro da primeira e mais importante escadaria que conduz os visitantes à parte elevada da praça.
Depois de subir as escadas do lagarto chega-se à parte inferior da praça, um grande espaço coberto, onde estão as 86 colunas que sustentam a praça, em cujo local deveria realizar-se um mercado onde os moradores do nunca concretizado bairro-jardim poderiam abastecer-se. No tecto ficam rosetas executadas com pedaços multicoloridos de azulejos e cristais de vidro.
É neste parque que está situada a Casa Museu Gaudí, embora este edifício não pareça pertencer a este parque, pela sua traça completamente diversa das outras casas aí existentes. Esta casa construída pelo arquitecto Francesc Berenguer, serviu de habitação a Gaudí desde 1906 a 1926, num estilo modesto, muito apropriado para o modo de vida espartano de Gaudí.
No entanto, a pérgola do jardim foi desenhada pelo próprio Gaudí, que também foi o autor do mobiliário, em conjunto com alguns dos seus alunos, como Josep Maria Pujol. No interior desta casa, agora transformada em museu, podem admirar-se alguns destes móveis desenhados por Gaudí, assim como diversos desenhos feitos pelo artista/arquitecto.
Foi um edifício construído entre os anos 1906 e 1910, La Pedrera afastou-se completamente dos princípios estabelecidos para a construção do seu tempo e daí ter sido ridicularizada e atacada pelos intelectuais de Barcelona.
Esta casa fica situada do Passeig de Gràcia, no coração de zona mais elegante de Barcelona, que enamora todos aqueles que a visitam e que amam o fantástico, o teatral e o vital da arquitectura. Na visita que fizemos a esta magnifica casa, podemos pisar alguns dos seus salões modernistas.
A fachada possuí uma característica peculiar de Gaudí, já mencionada em obras anteriores: o uso dos motivos naturais, que lembram fauna e flora. Estes ornamentos da composição nesse edifício, são bem visíveis no piso térreo, no primeiro andar e no telhado. Contudo toda fachada possui vários mosaicos e ornamentação considerável.

O Passeig da Gràcia é a principal avenida do Eixample, com uma mostra de edifícios altamente originais e de lojas elegantes. Os graciosos candeeiros públicos são da autoria de Pere Falqués (1850-1916). Aqui podemos encontrar a Casa Batlló e a Casa Milá, ambas de Antoni Gaudí, e a Casa Amatller, desenhada por Puig i Cadafalch em 1898.
Mais abaixo e numa travessa ao Passeig da Gràcia, encontra-se a Fundació Tàpies (Fundação Tàpies), não visitada por nós, num edifício e que é encimado pela escultura "Nuvem e Cadeira", em arame, de Antonio Tàpies. Este edifício de 1879, de Domènech i Montaner, abriga uma grande e variada colecção de pinturas, grafismos e esculturas de Tàpies.
Foram todos criados entre 1900 e 1910. São eles, a Casa Batlló de Gaudí, tendo ao seu lado a Casa Amatller de Puig i Cadafalch, a Casa Ramon Mulleres e a Casa Lleó Morera. Esta última, foi construída entre 1902 e 1906, e foi o primeiro trabalho residencial de Lluís Domènech i Montaner, conservando nos pisos superiores os interiores modernistas. A Casa Amatller de Puig i Cadafalch, tem uma fachada com uma harmoniosa mistura de estilos, com janelas mouriscas e góticas com grades e o seu telhado está salpicado de azulejos.
O Maremagnum é mais uma atracção turística do que um shopping center, com lojas caras, um enorme cinema (com filmes dobrados em espanhol). Tem um mini campo de golfe no telhado, um bar irlandês, restaurantes e muitas casas nocturnas abertas só durante a noite, muitos e bons restaurantes, discotecas e pastelarias sempre abertos até às 23h00 e alguns até às 00h00, onde é possível fazer compras todos os dias do ano.

Em Barcelona há dezenas de outras Ramblas, Calles, Passeios mais elegantes, mais grandiosas e sofisticadas, muito mais atraentes arquitetonicamente que esta. Todavia, sem dúvida, esta é a rua mais visitada da cidade, uma espécie de símbolo de que todos falam e todos que visitam a cidade querem conhecer. É impossível descrever o seu “espírito” e o que as Ramblas significam para a cidade ou, ainda, o prazer que se consegue captar ao explorarmos seu quilómetro e meio.
A La Rambla de Barcelona possui uma grande e larga calçada central, onde se pode caminhar e que é margeada por ruas onde os carros passam. Ao caminharmos pela Rambla de Barcelona rapidamente nos apercebemos dos sons e cheiros intensos que trazidos pelo vento, nos fazem adivinhar antecipadamente a presença de várias lojas, cafés, restaurantes, quiosques de jornais, bancas de pássaros e de flores, leitores de Tarot e performances de vários tipos, com mímicos, actores e músicos, que enchem o largo passeio arborizado. Encontra-se sempre cheia de gente, sendo a maioria turistas que desde a manhã até altas horas da noite acorrem a esta movimentada rua.
Descendo a Rambla em direcção ao Porto, a primeira rua à direita é a Calle Tallers, que se destaca pelas diversas lojas de discos novos e usados e instrumentos musicais. Na Rambla de les Flors, as bancas de flores nas calçadas dão nome a este trecho, onde ficam o enorme Mercat de la Boqueria (Mercado da Boqueria), onde gente de todas partes da cidade e bandos de turistas se esbarram entre as centenas de bancas de frutas, legumes, verduras, doces, carnes e frios. 
Este é o último trecho da La Rambla, e comunica la Rambla dels Caputxins com o Paseo de Colón monumento a Cristóvão Colombo situado numa rotunda bem em frente ao Port Vell. Outros locais de interesse podem ser admirados ao passear-se pela La Rambla de Barcelona como por exemplo a Praça Real.
Barcelona, a capital da Catalunha é inequivocamente uma cidade mediterrânica, não só devido à sua localização geográfica, mas também e acima de tudo por causa de sua história, tradição e influências culturais.
Os cartagineses teriam ocupado a região durante a Segunda Guerra Púnica,(que foi possivelmente o acontecimento mais importante da Antiguidade Ocidental, pois foi através da vitória neste conflito que Roma começou sua grande expansão), sendo em seguida os romanos a instalar-se no local.
Barcelona, mais do que apenas uma única cidade, é realmente uma colecção multifacetada de diversificadas cidades dentro dela. Os visitantes não familiarizados com a sua história, podem ser surpreendidos com o facto de uma moderna e empreendedora cidade, que preserva no entanto, um centro histórico gótico quase intacto, com um curioso contraste entre o labirinto de suas ruas estreitas, com um planeamento urbano do final do séc. XIX.
A cidade catalã nunca dorme. A qualquer hora do dia ou da noite, em qualquer estação do ano, sempre haverá algo divertido para fazer. No Verão, nada mais agradável do que passar o dia nas belíssimas praias mediterrâneas. No Inverno, nada melhor que um passeio pela famosa avenida de “Las Ramblas”. Nessa rua encontra-se de tudo um pouco, desde os mais diversos artistas, que se apresentam ao ar livre, às mais variadas opções de gastronomia.