A Verdade
Passeio por Siena - Museu Dell’Opera del Duomo e Baptistério - Parte II
Depois da visita ao Duomo, caminhámos a partir da Piazza del Duomo, para a praça ao lado da igreja, que ocupa o espaço que deveria ser da imensa nave lateral do novo projecto do Duomo.

Ali fica o Museu Dell’Opera del Duomo, que visitámos a seguir e que está localizado onde deveria estar implantada a nova nave do Duomo, que devido a problemas económicos e à Peste Negra, em meados do século XIV, nunca foi concluída. Dentro dele encontram-se todas as obras de arte outrora guardadas dentro e fora do Duomo.
Há entrada somos recebidos por inúmeras obras de arte, que se destacam numa bela sala que tem como fundo uma grande janela redonda em vitral, que deixa entrar uma luminosidade colorida que faz sobressair as belas estátuas expostas na sala, parecendo que todas elas nos reverenciam, pois têm a cabeça baixa como que em sinal de respeito por quem passa..

O museu contém numerosas obras-primas de mestres artesãos de Siena, como Ambrogio Lorenzetti, Taddeo di Bartolo, Sano di Pietro, Giovanni di Matteo, e Domenico Beccafumi.

Outras peças importantes da colecção são esculturas de madeira por Francesco di Valdambrino, Jacopo della Quercia e Francesco di Giorgio Martini, e uma extraordinária exibição de objectos litúrgicos de ouro e prata. Especialmente notável é o conjunto de vasos de altar feitos para a Capela Chigi situada na catedral, de prata em relevo, esmaltes, ouro e cristal de rocha.

Depois da visita ao Museu Dell’Opera del Duomo, descemos a escadaria do lado direito para acedermos ao Baptistério, cuja entrada fica na Piazza San Giovanni, servido por uma larga escadaria, numa solução arquitectónica singular que aproveita o desnível do terreno, onde o Baptistério foi construído e terminado em 1325.

A sua maravilhosa fonte baptismal, apresenta figuras esculpidas por Donatello, Lorenzo Ghiberti e Jacopo della Quercia.
Fonte: Wikipédia / http://wazari.wordpress.com
Poder/Carácter
Siena, a bela

Rival histórica da cidade dos Medici, Siena, é famosa pelas suas praças, igrejas e arquitectura, que ao longo dos séculos, os seus habitantes preservaram a aparência gótica da sua cidade, adquirida entre os séculos XII e XV.

O centro histórico de Siena está delimitado por uma circunvalação de 7 quilómetros de muralhas (construídas desde o séc. XIV ao XVI), com seus baluartes e torres, que aqui e além são perfuradas por várias portas, numa rota que segue os contornos das três colinas em cima das quais está construída a cidade.
Diz a lenda que Siena foi fundada por Senio e Ascânio, os filhos de Remo, da famosa dupla Rómulo e Remo que fundaram Roma. Por isso, estátuas de uma loba amamentando os gémeos são observadas por toda a cidade.
Diz a lenda que Siena foi fundada por Senio e Ascânio, os filhos de Remo, da famosa dupla Rómulo e Remo que fundaram Roma. Por isso, estátuas de uma loba amamentando os gémeos são observadas por toda a cidade.

Os lombardos chegaram no séc. VI d.C. e os francos também tiveram, segundo a história, uma presença no governo da cidade. Grandes obras foram ali realizadas, sendo a mais importante a Via Francigena, uma estrada que ligava Roma a França, muito utilizada pelos peregrinos e viajantes, o que aumentou muito a importância de Siena.

Durante este tempo a Igreja foi-se envolvendo activamente no governo da cidade, especialmente entre os séculos IX e XI, o que levou povo de Siena a reclamar o seu direito de governar e administrar a cidade.
A economia e o poder militar cresceram muito e inevitavelmente cresceu o atrito entre a cidade de Siena e a cidade de Florença, com ambas as cidades a tentarem ampliar o seu território. Houve por isso muitas batalhas entre as duas cidades, entre os séculos XIII e XV, algumas vencidas por Siena, outras por Florença, mas Siena acabou incorporada no território florentino, ficando sob a sua administração.

Por isso, durante os séculos XIII e XIV, Siena floresceu como uma das principais cidades da Europa, enriquecendo à custa da banca e do comércio da lã. O séc. XIV foi o início de uma grande quantidade de grandes construções, o Duomo, o Palazzo Publico e a Torre del Mangia, na Piazza del Campo.

Depois de um período, em que uma grande diversidade de líderes governaram a cidade, entre os séculos XIV e XIX, entre os quais se incluem o imperador Carlos V e Cosimo I de Medici, Siena cresceu em poder económico, devido à actividade bancaria, que sem dúvida contribuiu para a segurança dos cidadãos da cidade através dos tempos.

Quando a Itália fundou a República, Siena passou a fazer parte da região da Toscana, e hoje prospera a partir da combinação das finanças e do turismo, graças ao seu bonito património cultural e artístico.
http://www.aboutsiena.com / http://www.zerozero.pt
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