
Sobre a sua obra Philippe Cyroulnik (Director of Centre d'Art Contemporain, Montbéliard), diz: "Algumas das suas notas escritas, deslocam-se do texto ao desenho. Como a vida tem os seus nós, as suas alegrias e a sua gravidade, os materiais e as formas, os traços e as cores remetem por vezes a um sentimento do mundo ou a uma maneira de o experimentar. Eles são aqui o território duma translação que entrelaça as ligações entre o vivido e o imaginário, o sensível e o pensamento. (...)"

Sílvia Hestnes Ferreira, ao escrever sobre o seu trabalho acrescenta: "(...) O meu trabalho em objectos/esculturas começou por ser a recolha de materiais diversos e de cores – cores sob a forma de pigmentos puros espalhados sobre tiras de papel. Os objectos/esculturas surgiram dos materiais como são na origem, segundo jogos de formas, de recortes, ou então segundo ideias iniciais, reformuladas ou sonhadas. (...) Há uma ligação entre os objectos/esculturas e os desenhos-pinturas. Uma passagem que é feita pela fotografia e a memória. E então desencadeiam-se as coisas. Uma ideia que se exprime pode desenvolver-se, alastrar-se, crescer e materializar-se de todas as maneiras de que falei até agora. Assim há uma continuidade. Mas essa continuidade é logo quebrada quando há repetição. Tento, pois, ensaiar diferentes tópicos, encontrar variantes, imaginar e construir."

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