A saída da autocaravana, por volta das 11h00, foi obrigatória uma vez que ali bem perto, nas encostas junto ao parque de estacionamento, chamavam por mim um grupo de póneis e cavalos asturianos que por ali pastavam. Assim fui-lhes fazer uma visita, aproveitando para me deliciar com a sua presença próxima e com a paisagem envolvente, não deixando de registar em fotografia a incursão que demorou cerca de uma hora.
Assim e após o almoço pegamos na mota e partimos de Cangas de Onís, dirigido-nos pela estrada em direcção a Covagonga. Depois de alguns quilómetros percorridos e de algumas paragens para visitar e fotografar as lindas aldeias que nos iam aparecendo pelo caminho, começamos a subir para os Picos da Europa e para o Parque Nacional de Covadonga.
Passámos o Santuário de Covadonga, subindo sempre para os lagos, uma vez que optámos por os visitar primeiro. A estrada sinuosa contorce-se nas vertentes e as paisagens magníficas deixam-nos muitas vezes quase sem fôlego, devido à beleza quase indescritível daquele lugar.Ali o viajante mais atento, ou de coração aberto aos murmúrios da terra, do vento, das sinetas ou mugir do gado à solta pelas serranias e escarpas, poderá descobrir nos mais pequenos gestos ritualizados da natureza, a presença das referências essenciais da identidade de uma das mais belas regiões do país vizinho. E descobrir que a extraordinária beleza desta região toma forma e personalidade, muito para além de uma paisagem de suaves colinas verdejantes ou de respeitáveis montanhas que guardam marcas de velhos glaciares…
Continuando a subir, a próxima etapa leva-nos até aos famosos lagos de Covadonga, vencendo um desnível de mais de mil metros. Pelo caminho passamos pelo Mirador de la Reina, um fantástico mirante virado a norte.
Fizemos uma primeira paragem junto ao primeiro lago, para o fotografar e para um descanso e lanche num pequeno bar típico asturiano, com vistas para o lago. Aqui foram provadas algumas das famosas iguarias das Astúrias, como o seu famoso presunto asturiano e o queijo cabrales de aspecto similar ao queijo roquefort, mas de sabor muito diferente e igual modo saboroso. 
A descida por vezes bastante íngreme, levou a que a que esta se fizesse mais lentamente do que a subida, com algumas paragens estratégicas em miradouros, para observação da paisagem e fotos da praxe.
Junto da Basílica de Covadonga existe uma gruta que é centro de peregrinação religiosa desde o séc. VIII, onde se encontra a Virgem de Covadonga. Há que notar que em dias de festa ou fins-de-semana, pode ser um verdadeiro suplício percorrer o serpenteante caminho de acesso ao santuário desde Cangas de Onís, ou até mesmo a sua sequência para o coração do parque. Por isso e para quem o quiser visitar, o ideal será escolher épocas não festivas ou dias de semana, como foi o nosso caso, quando a pressão turística diminui bastante.Depois da visita à gruta, descemos até Cangas de Onís, para ainda de dia visitarmos a cidade. A visita ao centro da cidade abriu-nos o apetite e foi ali mesmo em frente á praça principal, que jantámos na esplanada do restaurante El Abuelo (O Avô), a famosa Fabada Asturiana, como entrada, seguida de um prato de salmão grelhado e de ternera com molho de cabrales.


O tempo estava de chuviscos e com tendência a neblinas fáceis, o que fez com que a viagem tivesse que se fazer mais devagar. Após a entrada em Espanha parámos para jantar o leitão, com batata frita e pão, que tínhamos levado da zona da Bairrada.
A partir de Oviedo e continuando em direcção a leste, chegámos a Cangas de Onís. Desde a entrada em Espanha até Cangas de Onís ainda é um esticão, mas os quilómetros parecem menos, talvez porque neste recanto da Península reina, enfim, uma espécie de irmandade geográfica que parece propiciar e facilitar a vida ao viajante, (ahah).

Novas tendências na indústria do turismo, como o turismo rural, espalharam-se rapidamente pelas Astúrias, trazendo à região os desportos de aventura, juntamente com outras propostas culturais e de tempos livres para actividades relaxantes, como a canoagem, os passeios a cavalo e as caminhadas.
As Astúrias oferecem algumas das mais espectaculares paisagens cénicas da Europa, pois possuem além de belas paisagens de montanha, algumas magníficas paisagens costeiras, bem como cidades e vilas maravilhosas. As montanhas cobrem mais de metade desta região e os seus cumes imponentes e agrestes oferecem cenários magníficos. 


Os altos picos, os desfiladeiros, os verdejantes vales, as planícies férteis e a costa das Astúrias, são o lar de uma variedade de plantas e vida inigualável em qualquer parte da Europa Ocidental. Estes diversos habitats são também a casa de lobos selvagens, de ursos, da camurça e de uma única espécie de gamo, águias douradas e uma raça especial de póneis de origem celta, conhecida como pónei Asturcon. 

Passamos ao Pátio do Leão, onde se podem contemplar as magníficas filigranas do Palácio de Pedro I. À direita situa-se o Quarto do Almirante, destinado por Isabel a Católica como Casa de Contratação, depois da descoberta do Novo Mundo. 
Os Apartamentos Reais estão num primeiro nível com as salas redecoradas no século XVIII. Depois deste pátio encontramos a Sala dos Reis, a Sala de Carlos V contendo grandes tapetes de Bruxelas, o Salão do Imperador com azulejos do século XV e tapetes flamencos.
Os Jardins do Alcázar são um dos maiores tesouros de Sevilha. Um passeio por estes jardins é uma das experiências mais gostosas que podemos experimentar quando se visita Sevilha.
Passear pelos Jardins do Alcázar pode ser um dos passeios mais agradáveis de Sevilha, levando-nos a imaginar cenas das épocas em que os árabes dominavam esta província. Aqui é possível encontrar elementos com estilos, árabes, renascentistas e modernos.
Destacam-se os Jardins do Príncipe, com a Fonte de Neptuno, os Jardins do Laranjal, com a Fonte do Leão, e o Pavilhão de Carlos V, onde morreu o rei Fernando III de Castela. No resto dos jardins, mais modernos, podemos encontrar-nos com o escudo e nome do rei Afonso XIII.
Na sua origem esteve uma decisão declarada de construir uma igreja tão deslumbrante que nenhuma outra se lhe pudesse comparar. Estava-se no início do século XV e Sevilha apenas tinha velhas igrejas arruinadas, depois de vários séculos de cultura muçulmana. A verdade é que o resultado foi e ainda é, a maior igreja gótica do mundo e o terceiro maior templo da cristandade, logo a seguir à Catedral de São Pedro, em Roma e à Catedral de São Paulo, em Londres.
A visita propriamente dita deve começar devagar, contornando a catedral pouco a pouco e reparando nos pormenores góticos junto às portas de acesso ao interior. Ao entrar devemos olhar para cima, observando os arcos e arquivoltas, as figuras esculpidas em barro que nos contam episódios idos da história do Cristianismo. 

O enorme interior da catedral, possui uma nave central e quatro naves laterais sumptuosamente decoradas. Podemos ver ouro em toda parte, mas ao mesmo tempo, verifica-se um certo sentimento geral de simplicidade e de retenção na sua decoração. As capelas estão confinadas às naves laterais e a enorme nave central foi deixada praticamente vazia. 


As festividades da Semana Santa de Sevilha, vão muito além de um mero evento religioso, sendo um fantástico momento para se visitar a cidade.
