
Ali podemos ver várias casas de quinta, notando-se que a população se dedica em grande parte, ao cultivo da vinha. O termo "champagne", deriva do latim popular "campânia", que designava uma paisagem de longos campos abertos.
Os seus vinhos, os “vinhos de Champagne”, como se denominam os vinhos produzidos neste vilarejo suíço, rivalizam sem querer, com os vinhos famosos e sobejamente conhecidos da região francesa com a mesma denominação.A região francesa de Champagne produz, em grande maioria, vinhos brancos efervescentes chamados simplesmente de “champagne”, sem mais especificações. A palavra "champagne", é então protegida com grande vigilância pelos franceses, uma vez que esses vinhos possuem "denominação de origem controlada".
Assim tem havido problemas relativos à denominação de origem demarcada, com a pequena cidade de Champagne, situada no cantão de Vaud, na Suíça, que teve que renunciar a mencionar o nome de Champagne nos vinhos (não espumantes), produzidos no seu território de 28 hectares, com o mesmo nome, segundo um acordo internacional entre a Suíça e a União Europeia, em Dezembro de 1998.
Romanos, francos e depois da queda do Império Romano, invadidos por tribos germânicas como os Burgúndios, ("Montanheses", de origem escandinava, que deram seu nome à Borgonha), colonizaram a região, que se abriu ao cristianismo a partir do século VI.
Um santuário cresceu em torno do suposto túmulo do santo, contra um rochedo nas margens do rio Ródano, em 390, sendo substituído por um mosteiro em 515, que continua a existir como a mais antiga abadia a norte do Alpes. Desde a Idade Média, que o templo de Saint-Aubin, como foi chamado, era o coração espiritual da região.A Abadia de Saint-Maurice exerceu a sua autoridade sobre a região espiritual de Béroche até à Reforma. Em 1566, um acordo foi alcançado depois dos antigos paroquianos ocuparam a Abadia e adquiriram os direitos sobre a igreja e a casa paroquial.
Em 1433, o lugar foi transformado em mansão e Saint-Aubin e adquirido por Jean I de Neuchâtel, Senhor do condado de Neuchâtel.
Já perto de Neuchâtel, encontramos as cidades de Boudry e Colombier. Boudry é uma cidade pequena e pitoresca, situada junto ao lago Neuchâtel e na foz do rio l'Areuse, com um castelo do séc. XVI, que abriga um museu de viticultura, a principal actividade agrícola da região.As margens do rio l'Areuse, dão origem a encantadoras paisagens ribeirinhas, aproveitadas turísticamente com percursos pedonais belíssimos, com pontes entre as margens, algumas de épocas medievais e outras com notáveis marcas contemporâneas.
A pequena cidade de Colombier, ainda no distrito de Boudry, está situada numa elevação de terreno a cerca de 5oo m de altitude e possui também um enorme castelo, construído no séc. XII sobre fundações romanas, reconstruído e ampliado no séc. XIV e XVI.
A chegada a Neuchâtel, fez-se ainda de dia e a tempo de fazer o habitual reconhecimento da cidade, para além da procura e rápido encontro da excelente AS de Neuchâtel, em local alto a ver o lago, por cima de telhados de casas apalaçadas e em local sossegado, que nos proporcionou uma repousante estadia.
É uma zona onde a exposição dos terrenos a sul, oferece condições de luz ideais para o cultivo de uvas e onde as calmas aldeias e vilas iam aparecendo no nosso caminho com alguma insistência, pois é densamente povoada.
Chavornay foi outrora propriedade dos reis da Borgonha, do Duque de Sabóia e até dos bispos de Lausanne ao longo da sua história.
Mais uns quilómetros e encontram-se as termas de Yverdon-les-Bains, que combinam as características benéficas das suas águas de enxofre e de magnésio, com modernas instalações termais, totalmente remodeladas e agregadas a um hotel de quatro estrelas. Yverdon tem uma longa história como termas e centro de medicina tradicional, que remontam a tempos romanos.
Em seguida aparece-nos Grandson, uma grande vila na margem do lago Neuchâtel, a cerca de 4 km ao norte de Yverdon, dominada por um imponente castelo medieval.
A vila e o seu castelo estão intimamente ligados à história da Suíça. A sua história ressoa na mente de cada aluno suíço, como o local de uma das três maiores vitórias do exército da Confederação Suíça.
Em Fevereiro de 1476, o exército do Duque da Borgonha, cercou Grandson e o seu castelo. A guarnição do castelo foi forçada a render-se, sendo depois chacinada.
O Château de Grandson que foi sofrendo ampliações desde séc. XI a XIV, eleva-se orgulhosamente majestoso na margem do lago Neuchâtel e contém no seu interior, uma maqueta do campo de batalha e um diaporama ilustrando a história da vila.
A igreja tem um atraente exterior e é uma presença marcante e serena no meio da zona comercial e de grande tráfego da Place Saint-François. 

Os portais e a fachada principal da catedral são ricamente ornamentados com esculturas esculpidas e baixos-relevos. A entrada é feita por meio do portal oeste, chamado de Portal Montfalcon, do século XVI. O pórtico monumental está decorado com esculturas de figuras bíblicas, santos, bispos...
Embora a catedral seja principalmente feita em pedra, as construções da cidade eram principalmente de madeira e sofreram incêndios várias vezes. Toda noite, guardas estacionados na muralha que circundava a cidade vigiavam estando sempre em contacto uns com os outros, garantindo assim que não houvesse incêndios ou que nenhum inimigo se aproximava.
Na galeria a Sul, há ainda alguma pintura medieval desbotada adornando os pilares. O coral é elevado acima da nave central e contém um altar de pedra simples e o túmulo de Otto de Neto, um cavaleiro e herói medieval.
A catedral domina a “Vieille Ville”, a verdadeira Cidade Antiga. Durante a Idade Média, os peregrinos reuniam-se na catedral para orar diante da "Virgem de Ouro", uma imagem milagrosa da Virgem Maria, a quem a catedral foi dedicada.
O seu principal tesouro, uma colecção única de paramentos litúrgicos e tapeçarias, foi levada para Berna, onde está agora preservada em museu.
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