Egoísmo e Generosidade: índole ou situação transitória?
A preguiça e outras condutas autodestrutivas
Eu Maior
Alguns momentos com o psiquiatra Flávio Gikovate - Parte I
Amizade e Amor
As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem.
O que devemos tolerar por amor?
As pessoas mudam?
1º e 2º Dia - Férias no Porto - Parte I
A saída de casa a meio da tarde
fez com que chegássemos ao destino já de noite. Depois de darmos umas voltas para ver as vistas, fomos logo direito ao Parque Biológico de
Gaia, situado em Avintes que nos esperava no mais puro silêncio e de portões
fechados. Pelo interfone foi feita a identificação e como tínhamos marcação,
entrámos para fazer o check-in.
O
Parque Biológico de Gaia além de um excelente
Parque de Autocaravanas dispõe ainda de uma hospedaria, para todos os que
queiram um lugar tranquilo para pernoitar na zona do Grande Porto. Possui ainda uma receção, o restaurante Vale de Febros e uma cafetaria.
Além disto o Parque tem 35 hectares de quintas e floresta, que compõem a paisagem própria da região, que está a perder as suas características em favor da construção, oferecendo aos visitantes um belíssimo Percurso de descoberta da natureza, que infelizmente deixámos para o último dia que se apresentou chuvoso, retirando um pouco o prazer dessa descoberta.
Ali as noites passadas em
plena segurança proporcionaram-nos um verdadeiro descanso. E se “descansar” significar dormir através da dança, então
poderemos dizer que o parque nos fez descansar a dançar, ao som de pássaros que
se mexiam na folhagem durante a noite e que nos acordavam cedinho, chilreando na
bruma
da manhã.
Após o almoço apanhámos um táxi que nos foi buscar ao parque e nos levou até Vila Nova de Gaia, onde na estação D. João II (linha D), apanhámos o metro de superfície para o Porto.
A paragem já no Porto e após a passagem pela Ponte D. Luís I (que liga as duas cidades
vizinhas, Vila Nova de Gaia na margem
sul e o Porto na margem norte,
separadas pelo rio Douro) foi
realizada na estação de S. Bento.
S.
Bento é a paragem ideal para se aceder com facilidade a
partir da Praça de Almeida Garrett à Estação de São Bento, à Igreja
dos Congregados ou de Sto. António,
bem como à Sé do Porto que tem à sua
frente o terreiro de onde se desfruta uma das mais belas vista do país.
Inicia-se ali a visita ao Porto, mais precisamente pela Estação
de São Bento, originalmente conhecida como Estação Central do Porto,
que é uma estação de caminho-de-ferro, cujo edifício de influência francesa, foi
delineado pelo arquiteto portuense José
Marques da Silva.
Esta Estação é célebre
pelos seus magníficos painéis de azulejos, de temática histórica. Cobrindo uma
superfície de cerca de 551 metros quadrados, representam principalmente cenas
que representam episódios da História de Portugal.
Devido à beleza destes painéis de azulejos esta estação foi referenciada pela revista norte-americana Travel+Leisure, como uma das “16 estações mais bonitas do mundo”, podendo ler-se, “Se o exterior é certamente bonito – e traz-nos à memória a arquitetura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que nos fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos a completar pelo artista Jorge Colaço.”
Devido à beleza destes painéis de azulejos esta estação foi referenciada pela revista norte-americana Travel+Leisure, como uma das “16 estações mais bonitas do mundo”, podendo ler-se, “Se o exterior é certamente bonito – e traz-nos à memória a arquitetura parisiense do século XIX, com o seu telhado de mansarda e a frontaria de pedra, é o átrio principal que nos fará engolir em seco. As paredes estão cobertas por 20.000 esplêndidos azulejos, que levaram 11 anos a completar pelo artista Jorge Colaço.”
Apresentam-se ali retratados, entre outras cenas, o Torneio de Arcos de Valdevez; a apresentação de Egas Moniz com os filhos ao Rei Afonso VII de Leão e Castela, no séc. XII; a entrada de D. João I e de D. Filipa de Lencastre no Porto, em 1387; a Conquista de Ceuta, em 1415. Um friso colorido, no átrio, é dedicado à História dos Transportes em Portugal, concluindo com a Inauguração do Caminho-de-Ferro. Estes painéis foram instalados entre 1905 e 1906 pelo artista Jorge Colaço, que, nessa altura, se afirmava como o mais popular azulejador em Portugal.
Fonte:
http://www.mundolusiada.com.br/ http://www.parquebiologico.pt/ Wikipédia.org
Final do Ano de 2011 - Porto
As férias de
Natal são curtas, mas ainda assim queríamos passar a última semana do ano fora
de casa. Embora custe sempre sair de casa, por vezes faz bem, em especial
quando se pretende ocupar o tempo a procurar conhecer recantos desconhecidos do
país.
Embora
sair de casa seja sempre a inevitável experiência de sofrer a ausência de tudo aquilo de que se gosta, é precisamente nisso que mora o
encanto da viagem.
Viajar
é assim descobrir o mundo que não temos junto de nós. É o tempo de sofrer a
ausência que nos ajuda a mensurar o valor do mundo que nos pertence. Assim sendo, foi com muita alegria que partimos para mais uma
estadia fora de casa.
Para a última semana
do ano escolhemos mais uma vez o norte do país, mais propriamente a sua capital, a
linda cidade do Porto, um destino
não massificado, que se vem afirmando como uma das cidades mais bonitas do
Mundo e que foi classificada como Património da UNESCO em 1996.
Debruçado
sobre o rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da
Europa, que nasceu e se desenvolveu durante a Idade Média, a partir da margem norte
do rio Douro.
Um dos aspetos
mais significativos do Porto e do seu
centro histórico é o seu enquadramento paisagístico, fruto da harmonia das suas
linhas e da sua estrutura urbanística, que constituem um conjunto de rara
beleza.
Para
estacionarmos a autocaravana escolhemos o Parque
Biológico de Gaia, um lugar calmo que é, antes de mais, um
memorial à paisagem da região, que está a perder as suas características em
favor da construção. É no seu conjunto uma área agro-florestal, com 35 hectares
onde vivem em estado selvagem centenas de espécies animais e vegetais.
Em resumo, da visita
realizada nestes últimos dias do ano de 2011 à cidade do Porto, destacamos:
1º Dia (26/12/2011) –
Casa; Vila Nova de Gaia; Parque Biológico de Gaia;
2º Dia (27/12/2011) - Praça de
Almeida Garrett; Estação de São Bento; Igreja dos Congregados; Bairro da Sé; Sé e Miradouro do Terreiro; Avenida
dos Aliados; Jantar no Restaurante Regaleira, berço das francesinhas;
3º Dia (28/12/2011) – Avenida dos Aliados; Visita
em autocarro turístico pelo Porto; Rua de Santa Catarina; Jantar no Majestic;
4º Dia (29/12/2011) - Largo da Cordoaria; Jardim da Cordoaria; Igreja e Torre dos
Clérigos; Livraria Lello
& Irmão; Praça Carlos Alberto; Rua do Carmo; Igreja do Carmo; Jantar junto da
Igreja do Carmo;
5º Dia (30/12/2011) – Mosteiro da Serra do Pilar e Miradouro (Vila
Nova de Gaia); Travessia a pé da Ponte
D. Luís I; Igreja de Santa Clara; Rua Mouzinho da Silveira e Rua das Flores; Praça do Infante D.
Henrique; Palácio da Bolsa; Igreja de São Nicolau; Mercado Ferreira Borges; Jantar no Caís da
Ribeira;
6º Dia (31/12/2011) – Parque
Biológico de Vila Nova de Gaia; Jantar de Fim de Ano no Cais da Ribeira;
7º Dia (01/12/2011) –
Visita ao Parque Biológico de Vila Nova de Gaia; Casa.
Fonte: http://www.cm-porto.pt/
http://www.parquebiologico.pt/ Mapa da cidade do Porto
Analisando a Pós Modernidade
A pós-modernidade é definida por muitos autores como a época das incertezas, das fragmentações, das desconstruções, da troca de valores. É possível ser otimista na era da pós- modernidade?
O professor Luiz Felipe Pondé diz-nos que a pós-modernidade é antes de tudo um tipo de consciência diante dos fracassos da utopia moderna e por isso somente ela pode estabelecer o diagnóstico da nossa época.
O filósofo Luiz Felipe Pondé é pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv e professor do programa de pós-graduação em Ciências da Religião e do departamento de Teologia da PUCSP, da Faculdade de Comunicação da FAAP e da Casa do Saber.
O professor Luiz Felipe Pondé diz-nos que a pós-modernidade é antes de tudo um tipo de consciência diante dos fracassos da utopia moderna e por isso somente ela pode estabelecer o diagnóstico da nossa época.
O filósofo Luiz Felipe Pondé é pós-doutorado pela Universidade de Tel Aviv e professor do programa de pós-graduação em Ciências da Religião e do departamento de Teologia da PUCSP, da Faculdade de Comunicação da FAAP e da Casa do Saber.
À minha sogra
Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinícius de Moraes
Lisboa - 4º Dia - Visita à Torre de Belém - Parte III
Depois da visita ao Padrão dos Descobrimentos a caminhada
continuou com rumo à Torre de Belém.
É uma caminhada longa, uma vez que esta antiga torre foi construída como
fortaleza, à entrada da barra, no ponto de partida para as naus dos
Descobrimentos, mas que se torna num autêntico prazer. É muito gostoso passear
pelos passeios de acesso às várias marinas cheias de belas embarcações, sempre acompanhados por zonas
ajardinadas a perder de vista, de onde podemos sempre ir admirando o rio.
Naquele dia a visita à Torre de Belém culminou com chave d’Ouro o passeio pela zona
monumental dos Descobrimentos. Quando lá chegámos embora já a meio da tarde, o
número de visitantes ainda era bastante, e depois de estarmos numa bicha algum
tempo, lá conseguimos por fim entrar.
A Torre de Belém foi construída em
homenagem ao Santo patrono de Lisboa,
S. Vicente, no local onde se
encontrava ancorada outrora a Grande Nau, que
cruzava fogo com a fortaleza de S.
Sebastião. Foi assim construída
estrategicamente na margem norte do rio
Tejo, entre 1514 e 1520, para defesa da barra de Lisboa.
Inicialmente
cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida
pela praia, até se incorporar hoje à terra firme, a Torre de Belém é um dos
maiores ex-libris de Portugal, sendo ainda considerada
uma das joias da arquitetura do reinado de D. Manuel I.
No seu conjunto arquitetónico podemos separar dois corpos distintos, no modelo da arquitetura militar: a torre de menagem medieval e o baluarte, com dois níveis para disparo de artilharia, que permitia um tiro de maior alcance, rasante e em ricochete sobre a água, para atingir com facilidade os cascos dos possíveis navios agressores.
No seu conjunto arquitetónico podemos separar dois corpos distintos, no modelo da arquitetura militar: a torre de menagem medieval e o baluarte, com dois níveis para disparo de artilharia, que permitia um tiro de maior alcance, rasante e em ricochete sobre a água, para atingir com facilidade os cascos dos possíveis navios agressores.
Concebida no séc.
XVI por Francisco Arruda, a Torre de Belém é constituída por uma
torre quadrangular com baluarte poligonal orientada para o eixo do rio Tejo. A decoração exterior abunda
com fachadas que evidenciam influências árabes e venezianas nos balcões e
varandins, contrastando com o interior, bastante mais austero na sua decoração.
Os elementos orgânicos do estilo manuelino estão aqui amplamente representados,
ostentando a Torre de Belém a
primeira representação escultórica de um animal africano, neste caso um
rinoceronte.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decoradas em cantaria de pedra. A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte.
O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decoradas em cantaria de pedra. A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte.
Ali dentro da Torre de Belém olhando a barra do estuário do rio Tejo, veio-me à memória a experiência inolvidável, vivida há muitos anos atrás, quando cheguei a Portugal pela primeira vez, entrando por barco em Lisboa, a bordo do paquete Príncipe Perfeito, com apenas 11 anos de idade.
Encostada a uma comprida varanda do convés do Príncipe Prefeito e absolutamente
estasiada com a beleza do enquadramento paisagístico da barra de Lisboa, recordo
com saudade quando olhei pela primeira vez, todos estes belos monumentos, intimamente
reconhecidos porquanto tantas vezes lidas as suas descrições e observadas as
suas imagens, gravadas no meu livro de História da 4ª classe, acabada de fazer
em Angola. Pequenina ali debruçada, e muito entusiasmada, exclamava alto os seus nomes, à medida
que a vista os descobria na paisagem, dando origem pouco a pouco, a um
aglomerar de alguns adultos ao meu redor.
Acabada a visita à Torre de Belém, encetámos mais uma caminhada de volta à autocaravana, a fim de partirmos a caminho de casa, finalizando mais ótimo final de semana.
Fonte: http://www.torrebelem.pt/ http://www.visitlisboa.com/
http://www.guiadacidade.pt/
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Outono 2011 - Cabo da Roca - Sintra - Lisboa
Lisboa - 4º Dia - Visita ao Padrão dos Descobrimentos - Parte II
Após o
almoço realizado num dos restaurantes da zona, seguimos a caminho do Padrão dos Descobrimentos. Quando lá se chega olha-se o Padrão da
gigantesca Rosa-dos-Ventos implantada
a seus pés, e o monumento fascina pela sua majestosidade e pelos seus 50 metros
de altura.
Situado
no espaço fronteiro ao Mosteiro dos
Jerónimos, num local que foi outrora uma praia onde arribavam as naus, o Padrão dos Descobrimentos é um
magnífico monumento que evoca claramente a
expansão marítima, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos.
Foi
desenhado por Cottinelli Telmo, com a
forma de uma caravela, liderada pelo Infante
D. Henrique, que segura numa mão uma pequena caravela, seguido de muitos
outros heróis da história portuguesa.
As figuras
localizadas do lado do espelho de água são: o infante D. Fernando, Gonçalves Zarco,
Gil Eanes, Pêro de Alenquer, Pedro
Nunes, Pedro Escobar, Jacome de Maiorca, Pêro da Covilhã, Gomes Eanes
de Azurara, Nuno Gonçalves, Luiz Vaz de Camões, frei Henrique de
Carvalho, frei Gonçalo de Carvalho,
Fernão Mendes Pinto, D. Filipa de Lencastre e o infante D. Pedro.
No lado oposto
encontram-se: Cristóvão da Gama, S. Francisco Xavier, Afonso Albuquerque, António Abreu, Diogo Cão, Bartolomeu Dias,
Estêvão da Gama, João de Barros, Martim Afonso de Sousa, Gaspar
Corte Real, Nicolau Coelho, Fernão de Magalhães, Pedro Álvares Cabral, Afonso Baldaia, Vasco da Gama e D. Afonso V.
Todas as figuras têm 7 m de altura, à exceção da do Infante D. Henrique, que tem 9 m.
O
Padrão dos Descobrimentos foi
erguido num dos extremos da Praça do
Império. Em 1940, o Padrão
dos Descobrimentos foi erguido a título precário, em gesso, por altura da Exposição do Mundo Português e mais
tarde em 1960, por ocasião das Comemorações
do 5.º Centenário da Morte do Infante D. Henrique, o monumento é reerguido
em betão armado e pedra rosal de Leiria.
O interior do monumento tem
sete pisos dedicados a Auditório, Sala de Projeções, bar, Sala de Exposições e Terraço/Miradouro, cujo acesso é feito por um elevador situado dentro
do edifício e de onde se disfruta
de uma magnífica vista panorâmica sobre a
Praça do Império e toda a zona
monumental de Belém.
Lá
do alto observa-se melhor o terreiro à volta do monumento, de onde
sobressai uma enorme Rosa-dos-Ventos,
feita com mármore de várias cores e proveniências, e um Planisfério de catorze
metros, com figuras de galeões e sereias desenhadas, mostrando
as rotas das descobertas concretizadas nos séculos XV e XVI.
Fonte: “Belém” de Isabel Corrêa da Silva e Miguel Metelo
de Seixas, ed. Junta de Freguesia de Sta. Maria de Belém, 2000 /
http://www.padraodescobrimentos.egeac.pt / http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=1124
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Outono 2011 - Cabo da Roca - Sintra - Lisboa
Lisboa - 4º Dia -Vista ao Jardim Museu Botânico Tropical e Exposição "Viagens e Missões Cientificas nos Trópicos" - Parte I
O
4º e último dia em Belém foi
destinado à visita durante a manhã ao Jardim
Museu do Agrícola Tropical, sendo a tarde destinada à visita ao Padrão dos Descobrimentos e da Torre de Belém.
A
partir do Cais de Cacilheiros de Belém,
onde estava estacionada a nossa autocaravana, caminhámos pelo largo passeio que
acompanha toda a fachada principal do Palácio
de Belém, a caminho do Jardim Museu Botânico
Tropical.
Situado também na zona monumental de Belém, ao lado do Palácio de Belém e junto ao Mosteiro dos Jerónimos este é um dos mais belos jardins que podemos visitar em Portugal.
Situado também na zona monumental de Belém, ao lado do Palácio de Belém e junto ao Mosteiro dos Jerónimos este é um dos mais belos jardins que podemos visitar em Portugal.
O
nosso interesse em visitar este jardim, não foi só pela sua beleza e as suas
imponentes espécies tropicais, mas também porque ali ocorria no Palácio do Conde de Farrobo (situado em zona alta, a ver o estuário do Tejo, domina os terrenos ocupados pelo jardim), uma exposição dedicada às Viagens e Missões Cientificas nos Trópicos (1883/2010), que terminava
no final de dezembro, e que eu como angolana e amante das Ciências Tropicais, também
não queria perder.
O Jardim Botânico Tropical abriu ao público em 1912, com o nome de Jardim do Ultramar ou Jardim das Colónias, uma vez que na sua maioria as suas plantas vieram das antigas colónias portuguesas.
O Jardim Botânico Tropical abriu ao público em 1912, com o nome de Jardim do Ultramar ou Jardim das Colónias, uma vez que na sua maioria as suas plantas vieram das antigas colónias portuguesas.
A visita iniciou-se pelo lindíssimo Jardim Museu Tropical, que ocupa uma
área de cerca de 7 hectares, integrando um Jardim
Botânico com cerca de 5 ha, incluindo uma estufa com aquecimento e outros
abrigos de vários tipos.
Este jardim é um autêntico regalo para os sentidos, com exemplares gigantes de uma enorme beleza cénica, que só ali podem ser encontrados. Possui cerca de 500 espécies perenes na sua maioria de origem tropical ou subtropical, no entanto, dado o carácter não só de investigação, mas também didático e de lazer do Jardim, existem também algumas espécies originárias de regiões temperadas.
Este jardim é um autêntico regalo para os sentidos, com exemplares gigantes de uma enorme beleza cénica, que só ali podem ser encontrados. Possui cerca de 500 espécies perenes na sua maioria de origem tropical ou subtropical, no entanto, dado o carácter não só de investigação, mas também didático e de lazer do Jardim, existem também algumas espécies originárias de regiões temperadas.
É um jardim que tem uma forte inclinação científica,
o que quer dizer que dentro do jardim encontramos várias instalações destinadas
ao estudo e conservação das várias espécies, um banco de sementes, estufas,
laboratório de cultura in-vitro e uma xiloteca (arquivo/coleção de madeiras).
É um verdadeiro prazer passear ao longo das compridas avenidas ladeadas de palmeiras altíssimas e descobrir lagos e grutas, um Jardim Oriental e a topiária, sempre acompanhados durante toda a visita, por simpáticos galos, galinhas, patos, pavões e gansos.
É um verdadeiro prazer passear ao longo das compridas avenidas ladeadas de palmeiras altíssimas e descobrir lagos e grutas, um Jardim Oriental e a topiária, sempre acompanhados durante toda a visita, por simpáticos galos, galinhas, patos, pavões e gansos.
Sobe-se depois até à
plataforma onde está situado o Palácio do Conde de Farrobo e
iniciamos a visita demorada à Exposição ali patente. A exposição estava
estruturada em duas linhas discursivas: uma sobre viagens, expedições e missões
científicas que tiveram lugar nos séculos XIX e XX e respetivos acervos,
memórias e estudos; a outra sobre investigação interdisciplinar sobre
desenvolvimento global.
Esta excelente exposição convidava-nos a explorar a
diversidade das áreas disciplinares contempladas pelas Missões Científicas;
conhecer as equipas no terreno e os equipamentos científicos utilizados; os
materiais recolhidos e as metodologias aplicadas; e finalmente fazer a
divulgação do “Saber Tropical” produzido pelos cientistas nas nossas
ex-colónias, nas muitas viagens feitas aos trópicos.
Em alguns dos painéis as
duas linhas discursivas sobrepunham-se, e noutros conviviam em «paralelo»,
refletindo estratégias e programas científicos que se foram sucedendo. Lá
também podiamos encontrar e recordar alguns dos frutos e animais (embalsamados) que
de certo modo acompanharam a minha infância.
Após a visita à Exposição Viagens e Missões Cientificas nos Trópicos, já no caminho para a saída, o belo Jardim Tropical torna a surpreender-nos, desta feita com um belo Jardim Oriental. Este é um jardim pequeno mas encantador, com os seus arruamentos, desníveis, jogos de água e espécies típicas daquela zona do mundo.
Após a visita à Exposição Viagens e Missões Cientificas nos Trópicos, já no caminho para a saída, o belo Jardim Tropical torna a surpreender-nos, desta feita com um belo Jardim Oriental. Este é um jardim pequeno mas encantador, com os seus arruamentos, desníveis, jogos de água e espécies típicas daquela zona do mundo.
Neste jardim privilegiaram-se as plantas mais usadas nos jardins da ex-colónia de Macau. O arco que marca a entrada é uma réplica estilizada, construída por ocasião da Exposição do Mundo Português em 1940, do que limitava a entrada do "Pagode da Barra", o mais antigo de Macau, com cerca de seis séculos de existência.
Fonte:
http://www.strawberryworld-lisbon.com/ http://centenariorepublica.pt/ http://www2.iict.pt/jbt/
http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/
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Outono 2011 - Cabo da Roca - Sintra - Lisboa
Neil Armstrong
Segundo as informações da emissora CNN, o ex-astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, morreu aos 82 anos neste sábado, dia 25 de agosto, conforme confirmação da própria família do ex-astronauta.
Neil Armstrong nasceu no dia 5 de agosto de 1930. Foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Formou-se em 1955 em Engenharia Aeronáutica pela Universidade de Purdue e atuou como piloto civil da agência que deu origem à Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica).
Numa rara entrevista em maio deste ano, Neil Armstrong afirmou que os astronautas do histórico voo Apolo 11 calculavam em apenas 50% as possibilidades de pousar sobre a superfície do satélite.
"Pensava que eram de 90% as possibilidades de retornar sãos e salvos à Terra depois do voo, mas apenas 50% de possibilidades de pousar sobre a Lua nesta primeira tentativa", disse Armstrong na ocasião.
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