O Panteão de Roma é sem dúvida um dos melhores locais para compreender a grandiosidade de Roma, uma obra simplesmente magnífica e capaz de arrancar a admiração até mesmo do mais frio dos visitantes, que nos dias de hoje foi convertido em igreja católica.
Depois da visita ao Pantheon, foi o momento de descansar algum tempo numa simpática esplanada situada na Piazza della Rotonda, frente ao magnífico Panteão de Roma, para se saborear mais um dos famosos "gelattos" italianos. A praça estava bem animada por alguns artistas de rua, que tocavam para animar os inúmeros turistas que por ali deambulavam.Em seguida seguimos pela Via Giustiniani a caminho da Piazza Navona, que não queríamos deixar de visitar de dia, embora sabendo que à noite ela é mais bonita e glamorosa. No caminho e já perto da Piazza Navonna, passa-se pela pequena Piazza San Luigi dei Francesi, onde se encontra a igreja do mesmo nome.
Entrámos na igreja para a visitarmos, mas por mero acaso. No entanto lá dentro foi o real encantamento, ao sermos surpreendidos por inúmeras obras de excelente pintura, entre as quais se encontravam 3 obras-primas do grande Caravaggio.A chiesa di San Luigi dei Francesi (Igreja de São Luís dos Franceses), é uma igreja da comunidade francesa em Roma, de fachada renascentista e interior barroco, situada bem perto da Piazza Navona.
A igreja foi projectada por Giacomo della Porta e Domenico Fontana e construída entre 1518 e 1589. As obras foram concluídas com a intervenção pessoal de Catarina de Médici, que lhe doou algumas posses dentro da área. É a igreja da comunidade francesa em Roma e está dedicada à Virgem Maria, a São Dionigis Areopagitas e a St. Louis IX, rei da França.
A igreja, do ponto de vista artístico, é uma exaltação da própria França, através da representação de seus santos e suas maiores figuras históricas. A frente mostra a estátua de Carlos Magno, São Luís, Santa Clotilde e Santa Joana de Valois. Dentro, há belíssimos frescos representando a "Apoteose de St. Louis e St. Denis" e que também representam a história da vida de Clovis.
Existem dois lugares que contêm obras-primas da arte do século XVII. Na segunda capela do lado direito, há o fresco de Santa Cecília de Domenichino (1616 - 17), enquanto na quinta capela à esquerda (a Capela Contarelli), há três obras-primas de Caravaggio, "O Martírio de São Mateus", "São Mateus e o Anjo" e "O Chamado de São Mateus".
A igreja também abriga vários túmulos, incluindo o túmulo de Pauline de Beaumont,(uma aristocrata, mulher de letras e de sociedade, que morreu de tuberculose) mandado construir por seu amante, François-René de Chateaubriand (escritor, ensaísta, político e diplomata francês) que foi embaixador, em Roma, e o túmulo do Cardeal Joachim François de Bernis, embaixador do rei Luís XV e Luís XVI, em Roma.
Fonte: Wikipédia.org / http://www.lonelyplanet.com
A Basílica dei Santi Ambrogio Carlo al Corso é uma igreja que pertence à “casa” de Milão (ao Arcebispo de Milão), e que foi iniciada em 1612, para substituir uma antiga igreja do séc. X. Esta antiga igreja mencionada em documentos papais do séc. X, foi rebaptizada com o nome de Santo Ambrósio à qual se adicionou o nome de Santo Carlo, após a canonização de Carlo Borromeo em 1610. Foi criada pela Irmandade (que mais tarde se tornou Confraria de Santo Ambrósio e Charles Lombard da Nação) para a construção de uma nova igreja, no mesmo local da anterior, que foi demolida.
Pela Via del Corso, chegamos à Piazza Colonna, que deve seu nome à Coluna de Marco Aurélio, que ali se encontra desde a antiguidade. É uma praça rectangular com a Coluna de Marco Aurélio no centro, e rodeada por alguns dos mais importantes edifícios históricos da cidade. Entre a coluna e a Via del Corso há uma pequena fonte construída em 1575, por Giacomo Della Porta.
Toma-se de seguida o caminho do Pantheon de Roma, cujo nome significa "para todos os deuses". É um edifício encomendado por Marco Agripa como um templo de todos os deuses da Roma Antiga, e mais tarde reconstruído pelo Imperador Adriano, em cerca de 126 d.C..É um edifício circular com uma grande cúpula, que é encimada por uma abertura em óculo de onde se vê o céu. O seu pórtico é constituído por três fileiras de enormes colunas coríntias de granito (oito na primeira fila e dois grupos de quatro atrás).
A praça em frente do Panteão é designada por Piazza della Rotonda. É uma praça muito movimentada e cheia de turistas que aqui ocorrem para visitarem um dos edifícios mais antigos e mais bem preservados de Roma.
Trata-se de um imenso espaço oval, presidido ao centro por um grande obelisco egípcio, (Obelisco Flaminio) rodeado na base por 4 pequenas fontes. Esse obelisco, com 24 metros de altura, comemora a conquista do Egipto por Augusto, em 10 a.C.. Está dedicado a Ramses II e em 1589, foi levado do Circo Massimo (onde esteve desde o ano 10 a.C.) e colocado nesta praça.
A praça actual, em estilo neoclássico, é um ponto de encontro frequente para os romanos e conta com diversas cafetarias e lojas. Essa praça, que pode acolher até 30.000 pessoas, é um lugar ideal e por isso muito usado, para a realização de concertos ao ar livre e eventos políticos.
A Chiesa di Santa Maria del Popolo também visitada por nós, é uma igreja renascentista encomendada pelo Papa Sisto IV em 1472. A Capela Chigi foi desenhada por Rafael e em ambos os lados do altar estão esculturas feitas por Lorenzetto e Bernini. No séc. XIX, Giuseppe Valadier transformou a fachada de Santa Maria del Popolo, em estilo neoclássico, para a integrar com os outros edifícios da praça.
Ao entrarmos na Piazza di San Pietro, não devemos esquecer que estamos a pisar a mais nobre praça de Roma, onde somos envolvidos pelo no abraço da sua poderosa colunata dupla. Sobem-se os degraus amplos e suaves, atravessa-se o pórtico sombrio e entra-se lentamente na basílica.
Esta é realmente a maior de todas as igrejas cristãs do Mundo, com cerca de 200 metros de comprimento e um passeio por ela é muito empolgante, pois encontramos num só lugar uma enorme mistura de história, arte, lenda e religiosidade.
As sombras generosas envolvem-nos e se tivermos a sorte de ali assistir a uma homiliada, a música e os cânticos elevam-nos ao transcendente envolvendo tudo à nossa volta, inclusive o rosto terno e resignado da Madonna di Pietà de Michelangelo.
Mesmo com o movimento intenso de turistas, tudo se pode ver com tranquilidade, mesmo próximos das obras mais populares, como a Pietà de Michelangelo. No entanto é pena o burburinho de fundo, que nos faz por vezes querer não estar num lugar sagrado e de oração, assemelhando-se mais a um museu.
Na realidade o Museu do Vaticano é um conjunto de vários museus, formando uma série enorme de exposições em centenas de salas e salões, que contêm uma colecção original e exclusiva de obras de arte de todo o mundo.
O início do museu está destinado à colecção de estatuária, reunida pelo Papa Júlio II (1503 - 1513). Na verdade, a maioria do seu acervo deve-se aos Papas, Clemente XIV (1769 - 1774) e Pio VI (1775 - 1799). Os seus seguidores começaram a construir as exposições especializadas.
Os corredores estão repletos de ornamentos, quadros, tapeçarias sumptuosas e incontáveis obras de arte. A visita culmina com a entrada na Capela Sistina, decorada com grande quantidade de frescos de Michelangelo.
Na realização desta grandiosa obra concorreram amor e ódio, pois Michelangelo teria pintado este trabalho contrariado, convencido que era mais um escultor, que um pintor.
A partir da Fontana di Travi, seguimos pela curta Via dei Sabini até atingirmos a Piazza Colonna. É uma praça rectangular, onde encontramos vários palácios e a pequena Chiesa de Santi Bartolomeo e Alessandro dei Bergamaschi (1731-1735). É lá que encontramos o Palazzo Chigi do lado Norte, um banco do governo italiano, o Palazzo Colonna do lado leste é hoje ocupado pela Galleria Colonna, um bonito centro comercial e o lado Sul é ocupado pelo flanco do Palazzo Ferraioli, antiga estação de correios do Papa, e ainda o Palazzo Wedekind (1838), do lado Oeste, a sede histórica do jornal Il Tempo.
A Coluna Aureliano está colocada no centro da praça, em cima de um grande pedestal rectangular e é formada por 28 blocos de mármore de Carrara. Ela é decorada com altos-relevos realizados em bandas em espiral, que retratam vários eventos durante as campanhas imperiais no Norte. A parte inferior mostra a campanha contra as tribos germânicas entre 169 e 173 d.C. e a parte superior mostra a campanha contra os sármatas entre 174 e 176 d.C..
A Piazza di Montecitorio foi iniciada por Bernini no séc. XVII e no meio da praça destaca-se um obelisco trazido do Egipto, pelo Imperador Augusto e ali instalado para servir como um enorme relógio de sol.
Pelo caminho passámos pela Gelateria Giolitti, uma das geladarias mais famosas de Roma. Foi inaugurada em 1900 e desde essa altura tem sido um local de encontro de artistas, turistas e políticos, pois encontra-se numa rua perto do Palazzo di Montecitorio, o Parlamento italiano. O seu mais famoso "gelatto" é a Taça Olímpia, preenchido com zabaione (um gelado feito com ovos e fortificado com vinho Marsala), e com os sabores de avelã e chocolate. É delicioso!...