
Será que cada vez mais interessa Parecer do que Ser?
Esta pergunta é uma daquelas que nos perseguem desde os primeiros momentos enquanto seres conscientes. A essência do que somos e a aparência que temos são inegavelmente dimensões importantes nas nossas relações sociais e até na nossa individualidade, mas afinal de contas fica a pergunta: Qual dos dois importa mais? Ser ou Parecer?
A resposta a esta pergunta não está nem no sexo da pessoa e nem na posição social que ela ocupa, mas sim na relação que esta cria entre si mesma e o mundo. Neste sentido cabe indicar que, aqueles que possuem uma vivência consciente da sua dimensão interior, de seus valores éticos, filosóficos e estéticos geralmente tendem a atribuir à sua essência maior importância. Já os que não possuem esta vivência de conhecimento interior e de reflexão profunda, geralmente tendem a atribuir um maior valor à aparência e à opinião que os outros têm deles, pois sem exercitar seus mecanismos de avaliação de si próprios confiam quase que exclusivamente no conceito que os demais têm deles.
Embora a meu ver os valores internos e a vivência constante do autoconhecimento devam ser encarados como prioridade sempre e sobretudo em tempos como os de hoje, o que me é dado observar é que cada vez mais, (pelo menos para a sociedade que me é mais próxima), é que os parâmetros de julgamento das aparências têm cada vez mais importância. Começa a ser moda falar-se com muita regularidade sobre o que se adquire, como roupa, carros, casas, esquecendo que muitas vezes essas compras sendo a crédito, não são deles, mas sim de quem lhes empresta o dinheiro para essas aquisições.
Será que com isso aumentam a sua auto-estima? Será que com isso serão melhor aceites pelos outros? Pelo menos parace que sim! A expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras” parece também estar aqui em sintonia com esta nova forma de vivências.
Sobre este assunto, cito a comparação que Jesus Cristo faz entre o homem prudente e o insensato, no sentido de dizer que o homem prudente edifica a sua casa sobre a rocha e o insensato sobre o pântano. Vem uma tromba de água e adivinhem qual é a casa que é levada pela enxurrada? Em meu entender, aquele que dá mais valor ao que é, em termos de virtudes, qualidades e valores, é como o homem que edifica a casa sobre a rocha, assim podem vir as mudanças que vierem que não abalarão a consciência do próprio valor. Assim sendo, sem sombra de dúvida a ideia de Ser é muito mais importante do que Parecer.
Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities / http://carlinhos5834.blogspot.com/2010/10/ser-ou-parecer-eis-questao.html
Visita a Padova - Parte X

No final da Via Morgagni aparece o nó de vias da Piazzetta Nievo, onde é encontrada a Chiesa di Santa Sofia, situada no cruzamento com a Via Santa Sofia Altinate. Nestas vias que se desembocam na Piazzetta Ipolito Nievo, são encontrados a maioria dos hotéis da cidade.

O interior é composto por três naves, que apoiam em pilares irregulares, feitos de material heterogéneo de ruínas romanas e medievais. A parede interna do hemiciclo é atravessada por nichos semelhantes aos de fora, e num deles existe um belo fresco que representa a Virgem e o Menino, atribuído a Giovanni da Gaibana, enquanto o fresco na luneta acima do acesso à capela, retrata a “Madona in Trono” que é atribuído à escola de Giotto. O altar simples mas singelo é adornado com um retábulo de Andrea Mantegna, de 1448.



A Porta Portello e a sua ponte formavam outrora o ponto fulcral de um complexo portuário e monumental, que correspondia ao porto fluvial mais importante da cidade de Padova, durante a dominação veneziana. Situada entre o rio Brenta a norte e do rio Bacchiglione a sul, Padova já foi um marco do tráfego comercial por meio de sua rede de mais de 590 canais escavados nos tempos medievais. Em 1209 toda a rede de canais foi concluída, sendo a hidrovia principal de Padova constituída por 10 km de comprimento. Dentro da cidade velha os canais correm junto dos principais bairros da cidade, onde se juntam as águas do rio Brenta e do rio Bacchiglione que conectam directamente no Canal Brenta, seguindo depois para Veneza.
No final da rua deixa de haver vestígios de muralhas, e o autocarro encaminha-se novamente para a Via Porciglia, dando a volta pelo complexo da Piazza Eremitani, já anteriormente visitado, onde está situada a Chiesa degli Eremitani, o Museu Cívico, Museu Arqueológico e o Museu de Arte Medieval e Moderna, que estão alojados nos claustros do convento dos Frades Eremitas, bem como o Giardini dell’Arena, o Palazzo Zuckermann e a Capela Scrovegni. Fonte: Wikipédia.org / http://www.magicoveneto.it/ http://www2.regione.veneto.it/ http://www.laviadelbrenta.it
Visita a Padova - Parte IX

O Museu Civico é um complexo que abriga vários museus dentro das suas instalações. No primeiro andar fica o Museu d’Arte Moderna e Medieval, com ricas colecções de vidro, cerâmica e artes decorativas. Estas peças ilustram os vários tipos de artefactos feitos e usados em Padova, entre a Idade Média e segunda metade do séc. XIX. Ao lado encontra-se o Museu Bottacin, que tem colecções de moedas antigas da Europa. O terceiro andar abriga uma colecção de armas antigas, pinturas e medalhas do séc. XIX. Todo o complexo é um óptimo local onde se pode testemunhar a tradição e a cultura da Itália e do Imperio Romano.

Na Piazza Eremitani além do bonito e cuidado jardim, observa-se a Chiesa degli Eremitani com o Mosteiro ao lado. A Igreja foi reconstruída sob uma igreja completamente destruída por bombas dos aliados em 1944, a que alguns historiadores consideraram a maior perda de arte da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Embora tivesse sido notavelmente reconstruída no seu estilo românico original, os magníficos frescos de Andrea Mantegna (nascido em Padova e um dos alunos de Donatelo) jamais poderiam ser recuperados, excepto num canto da capela Ovetari, onde ainda se encontram fragmentos dos frescos que se salvaram dos escombros, pintados entre 1454 e 1457, o que resta da enorme perda de um dos grandes tesouros artísticos da Itália.
A Cappella degli Scrovegni é um dos monumentos mais importantes da cidade de Padova. Também conhecida como Capela Arena, por se encontrar num local ocupado por uma antiga arena romana, cujas ruínas ainda ali se encontram, é famosa pelos seus belos e extraordinários frescos de Giotto e considerada uma das mais importantes obras-primas da arte ocidental. Os 38 frescos pintados nas suas paredes interiores, representam a história de Maria, de Jesus e do Juízo Final, de particular interesse, pintados entre 1303 e 1305, que representam o nascimento da moderna pintura italiana.Esta capela foi dedicada a Santa Maria della Carità, em 1303. O ciclo de frescos de Giotto enfoca a vida da Virgem e celebra o seu papel na salvação humana. O rico banqueiro Enrico degli Scrovegni mandou construir esta capela particular, num local de acesso directo ao Palazzo Zuckermann da sua família, encomendando a Giotto a sua decoração interior. Acredita-se que Enrico degli Scrovegni construiu a capela como penitência por causa dos pecados de seu pai, um famoso e implacável usurário.
Fonte: http://toindoparaaitalia.blogspot.com / http://wcities.com/rest-of-italy/museums-galleries / http://www.turismopadova.it / http://www.brek.com
Visita a Padova - Parte VII

A Piazza dei Signori é uma das praças mais históricas da cidade e um símbolo do seu presente vivo e activo, sendo assim chamada porque ali se encontra o "Palazzo della Signoria", o Palácio de Carrara, dos senhores que no Renascimento dominavam Padova (1318-1405). Chegou a ser denominada Piazza della Unità d'Italia, mas voltou ao seu antigo nome.
No século XIX a praça era o coração da cidade e sob as arcadas, havia muitos cafés famosos, como o My, o Navio ou o Vitória. Nesta praça no coração do antigo centro da cidade, não devemos deixar que a pressa ou a distracção diminua o bom hábito da observação detalhada da arquitectura de casas ou dos prédios históricos que formam o pano de fundo desta praça. Ela é uma praça fechada ao longo dos dois lados com belas fachadas de casas com arcadas, elegantemente decoradas com terraços antigos e varandas em ferro forjado.

Ao fundo destaca-se a pequena Chiesa di San Clemente, que remonta a 1190 e que se encontra elegantemente incorporada em edifícios de uso residencial. Como parte do processo de reestruturação na Piazza dei Signori, procurado pela República de Veneza no final do século XVI, foi construída a fachada actual, marcada por pilastras, o elemento decorativo vertical que tem a aparência de uma coluna parcialmente embutida numa parede, que culmina com um frontão de grandes dimensões, com imagens de San Clemente, Santa Giustina e San Daniel.
Em frente à Chiesa di San Clemente, ocupa um lugar privilegiado nesta praça o Palazzo del Capitanio, assim chamado porque foi a sede de um dos dois capitães da cidade de Veneza. O antigo e belo Palácio de Carrara é dividido por uma torre central, alterada entre 1427 e 1430. Já em 1426 o edifício sofreu várias remodelações e em 1427 foi realizada a instalação do relógio, seguida da decoração pintada e o douramento da marcação do relógio. O relógio da Piazza dei Signori tem a capacidade de não só marcar as horas e minutos, mas também o mês, dia, as fases da lua e até mesmo o "lugar" astrológico. A construção e operacionalização do relógio foram baseadas no cálculo dos pesos que foram aplicados a um sistema de alavancas e articulações. Este magnífico exemplo ainda trabalha com o seu antigo sistema e as suas engrenagens podem ser visitadas e admiradas.
Na fachada da Torre do Relógio, a entrada foi redesenhada em forma de arco de triunfo, de acordo com o gosto e os cânones clássicos do século XVI. Por baixo da fachada da Torre do Relógio, entra-se num dos pátios do Palácio de Carrara, onde se encontra a sede da Cúria, o Registro e os quartos dos guardas, a partir dali desenvolvem-se os celeiros e estábulos, os jardins e outros pátios. À frente da Torre do Relógio observa-se um Leão de São Marcos encimando uma alta coluna em mármore, que domina a praça e que recorda a memória da República de Veneza, uma obra de Giorgio da Treviso. A Piazza dei Signori na parte da manhã é um verdadeiro ponto de encontro para aqueles que querem fazer compras nas muitas lojas dentro de arcadas ou nas barracas que enchem a praça em cada manhã, deambulando entre as várias mercadorias em exposição. Pela tarde, quando os vendedores ambulantes fecharam seus negócios retirando as barracas, a praça muda de vestido, adequirindo uma maior harmonia, deixando que se vislumbre as belas arcadas.
Os edifícios com vista para a praça, de várias idades, especialmente do século XIX, têm o privilégio de estar na primeira fila, tendo o privilégio de assistirem à festa de cada dia, quando a praça oferece a alternância das cores do mercado tradicional e a outra face com as lojas elegantes, a beleza dos monumentos que a rodeiam e que completam o cenário.A Piazza dei Signori ainda mantém um papel central na vida da cidade, sendo um canto de Padova onde são mantidas e onde se reúnem provas significativas da história, tradições e arte da cidade. No lado sul observa-se a elegante Loggia del Consiglio, ou Guarda Grande, um edifício do séc. XVI, onde esteve sediado o Conselho Maior da cidade, recentemente restaurada.
Fonte: http://www.padovanet.it / http://guide.travelitalia.com/it/guide/padova
E esta Hein!?...
Eça de Queirós, in 'Correspondência (1891)'