5º Dia - Valladolid

A antiga cidade arábica de Belad-Walid, que significava "Terra do Governador", é a principal cidade da sua província (Castela e Leão), e uma cidade universitária, situada num planalto fértil da velha Castela.

Com menos aparato, Cristovão Colombo morreu em Valladolid, em 1506, solitário, doente, desiludido e completamente esquecido, numa casa onde é agora um museu dedicado à sua vida.

Nas últimas décadas, a cidade teve um considerável crescimento económico, através do desenvolvimento rápido da indústria, em especial da produção automóvel.

Quando chegámos a esta deslumbrante Plaza Mayor, decorria ali o VIII Encontro Internacional de Escultores de Areia, para o qual foram seleccionados e convidados apenas nove escultores de areia de todo o mundo, entre aqueles que estão no momento em maior evidência, nesta área das artes.
Os trabalhos em areia ali encontrados, eram de uma beleza dificil de descrever e foi para mim deveras gratificante observar de perto este acontecimento, sendo as obras realizadas por estes mestres escultores uma delicia para os sentidos.
Bem próximo e a pouca distância da Plaza Mayor, encontramos também as Igrejas de San Benito el Real, o templo mais antigo da cidade, situado junto ao Mosteiro de San Benito e do edifício do Mercado da cidade e a igreja de San Pablo, na Plaza de San Pablo de Valladolid, situada junto ao Colégio de San Gregorio e que foi construída entre o séc. XV e XVII.

Em seguida e depois de seguirmos pedalando pela rua de Ferrari e rua del Regalado, foi a vez de visitarmos a Catedral de Valladolid, situada junto à rua de Arribas e no início da Plaza de Portugalete. A Catedral, conhecida também com o nome de Nuestra Señora de Asunción, foi desenhada pelo arquitecto Juan de Herrera, datando a sua construção do séc. XVI.
Ali bem perto, no topo contrário da mesma praça, ainda podemos visitar a antiga igreja de Santa María la Antigua, com uma torre românica, construída no séc. XI, sendo o resto gótico e neogótico, que foi restaurada na primeira metade do séc. XX.
Depois de passearmos pelas ruas e ruelas da cidade antiga, que naquele dia tinham uma quiétude absorvente, regressámos já ao final da tarde à autocaravana e após um breve lanche, partimos rumo a Portugal e ao final desta belíssima viagem.
Santillana del Mar, um pueblo medieval
A vila de Santillana não é para turistas de janela de automóvel e para a visitarmos temos que caminhar por ela, uma vez que toda a vila se encontra vedada ao trânsito.


E quando as casas começaram a surgir, de um lado e outro da ruela empedrada, feitas também elas de pedras, que mostravam a cor e desgaste dos séculos que passaram… É sem dúvida uma experiência mágica!
Foi mágico caminhar descendo lentamente as ruas empedradas, apreciando os muitos anos que aquelas casas carregavam e, quando damos conta, chegamos ao fim da velha vila, atravessando um pequeno rio, na rua del Río.

Para um autêntico saborear deste milenar museu, deve observar-se o próprio vai e vem das pessoas que inundam as suas ruas, as suas seculares varandas sempre floridas e o encanto dos seus recantos que oferecem um mundo de surpresas em cada rua ou esquina...
Mais sobre este assunto em : Santillana del Mar
Site: images.google.pt
Comillas

A bela Comillas, assente sobre as colinas acima de uma bonita baía com um pequeno porto, é uma pequena cidade no litoral cantábrico e uma concorrida estância balnear, muito bem preservada, que teve a sua época de glória no final do século XIX e princípios de XX.
Apesar de se ter expandido muito ultimamente, a sua fascinante mistura de casas antigas não pode ser ignorado e é uma delícia passear através dela. Há muitas lojas, restaurantes, bares e um posto de turismo que ocupada o ex-mercado.
A cidade deve a sua beleza arquitectónica há vinda de do rei Alfonso XII a Comillas, para passar uma breve temporada, transformando Comillas numa estância de férias da aristocracia da época.A característica central da cidade é a sua Plaza Mayor pavimentada, com a sua igreja paroquial. Para alem de um enquadramento magnífico, esta pequena cidade alguns edifícios notáveis e invulgares, de arquitectos modernistas catalães.
Para o outro lado da estrada principal, numa colina entre a cidade e o mar, temos um edifício também modernista, em tijolo maciço, o complexo da antiga Universidade Pontifícia (para quem quiser estudar para bispo ou cardeal), projecto de Lluís Domènech i Montaner, de 1878, também patrocinado por Antonio López y López.

A partir do seu adro, podem observar-se belas vistas sobre o parque e a cidade, e na parte de trás do edifício observa-se uma bela perspectiva sobre o mar e um conjunto de belas praias.
Também de grande importância é um edifício neo-gótico, residência do 2.º Marquês de Comillas, o Palácio Sobrellano, projectado por Juan Martorell em 1878 e 1890.
Um cunhado deste, um homem de negócios, Máximo Díaz de Quijano, querendo construir uma residência de verão de tipo oriental, encomendou o projecto a Gaudí e mandou construir o edifício, inspirado no estilo mudéjar, com um minarete coberto de azulejos amarelos e verdes.

A praia longa de areias finas e brancas, proporciona esplêndidas vistas ao longo da costa, onde o vento sopra ameno trazendo o bom cheirinho a maresia, enquanto o porto mesmo ali ao lado, com as idas e vindas dos navios de pesca, são um fascínio extra.
Site: comillas.es
4º Dia - Litoral Cantábrico

Antes de chegarmos a Comillas tivemos a oportunidade de passar pela linda povoação piscatória de San Vicente de la Barquera, já bem perto de Comillas.
Situada na costa ocidental da Cantábria, San Vicente de la Barquera é uma pequena vila onde se deve destacar o seu património monumental de grande importância histórica e a sua situação, junto de um excepcional meio natural e dona de uma boa e reconhecida gastronomia.
Seu porto pesqueiro é um dos mais importantes da região. O turismo e os serviços a ele ligados, são na actualidade e em toda a zona, a principal actividade económica, com uma ampla e atractiva oferta para os visitantes.
San Vicente de la Barquera encontra-se em pleno coração do Parque Natural de Oyambre, um espaço natural protegido, de grande valor ecológico constituido por rias, escarpas, praias, dunas, pradarias e bosques que albergam uma fauna e flora de grande importância.
Estes valores naturais permaneceram praticamente invariáveis ao longo da história de San Vicente de la Barquera, que ali foi protagonista desde a época romana.
Assente sobre o mesmo solo onde possivelmente esteve o porto romano de "Vereasueca" e o porto da época medieval de "Apleca", a vila viveu a sua época de maior esplendor durante a Idade Média, depois da concessão de foral por Alfonso VIII, época em que os seus homens protagonizaram importantes conquistas marítimas, na reconquista de cidades andaluzas aos mouros e em expedições à Terra Nova.