A Cantábria é a região para onde nos dirigimos de seguida, a fim de ser visitada por nós, quando deixámos a zona basca, onde fica situada a cidade de Bilbao. Esta região foi durante muito tempo olhada como uma mera extensão de Castela que proporcionava o acesso ao mar. Foi uma região habitada por povos de origem obscura e que ofereceu bastante resistência aos romanos até ter sido finalmente dominada, no ano 19 a.C.
Cantábria é a região mais rica do mundo em lugares de interesse arqueológico do Paleolítico Superior. Os primeiros sinais de ocupação humana datam do Paleolítico Inferior, ainda que este período não esteja tão bem representado na região.
A principal atracção da província é sem dúvida a vertente ocidental dos Picos da Europa, o grupo de montanhas que partilha com a vizinha região das Astúrias, com os seus magníficos cenários de imponentes desfiladeiros e cumes rochosos a proporcionarem excelentes condições para o alpinismo e passeios a pé.
A sua belíssima e inesquecível capital, Santander, também oferece boas praias, para além de interessantes monumentos e museus, um porto movimentado e uma vida nocturna animada, com uma das "movidas" mais cativantes de Espanha.
No interior, aldeias remotas situadas em vales férteis e verdejantes e rodeadas de íngremes montanhas exibem muitas vezes belas igrejas de estilo românico. A Cantábria também se orgulha da herança pré-histórica das grutas de Altamira, com as magníficas gravuras rupestres de fama internacional, cujos exemplares mais antigos têm cerca de 20 mil anos. As pinturas da caverna de Altamira, estão datadas entre 16.000 e 9.000 a.C. e foram declaradas Património da Humanidade pela UNESCO.
No interior, aldeias remotas situadas em vales férteis e verdejantes e rodeadas de íngremes montanhas exibem muitas vezes belas igrejas de estilo românico. A Cantábria também se orgulha da herança pré-histórica das grutas de Altamira, com as magníficas gravuras rupestres de fama internacional, cujos exemplares mais antigos têm cerca de 20 mil anos. As pinturas da caverna de Altamira, estão datadas entre 16.000 e 9.000 a.C. e foram declaradas Património da Humanidade pela UNESCO.
Mais desenhos pré-históricos de cavalos, bisontes e outros animais podem ser admirados na Cueva del Castillo, perto da vila de Puente Viesgo, uma gruta que também forma um labirinto de estalactites e estalagmites.
A gastronomia local inclui pratos como o farto Cocido Labaniego (um guisado de grão e carne de porco), e a região produz bons queijos e outros produtos lácteos.
A gastronomia local inclui pratos como o farto Cocido Labaniego (um guisado de grão e carne de porco), e a região produz bons queijos e outros produtos lácteos.




O Museu Guggenheim de Bilbao, quando por nós visitado, realizava também uma importante exposição sobre o Império Asteca, organizada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História e o Conselho Nacional da Cultura do México.
A exposição abordava 10 temas, tendo como temática introdutória um retrato da "vida diária dos astecas", secção que incluía os deuses da fertilidade e os guerreiros talhados em pedra e argila. A mostra apresentava também representações em esculturas artísticas de animais da América Central que faziam parte da mitologia asteca, como o coiote, a águia, o jaguar, o macaco e a serpente, feitas entre os séculos XIII e XVI.
No final, os visitantes ainda puderam conhecer um pouco mais sobre a destruição do Império Asteca, ocorrida através da conquista espanhola, que estava representada por objectos que reflectiam os primeiros esforços para converter os indígenas ao Cristianismo. 

Klein apresentou a sua obra sob formas que a arte é reconhecida, pinturas, um livro, uma composição musical, mas removendo o conteúdo esperado destas formas, pinturas sem imagens, um livro sem palavras, uma composição musical sem composição de facto, restando apenas o meio de expressão artística, tal como ele é. Desta forma ele tentou criar para quem o entendia e admirava, uma “Zona de Sensibilidade Pictórica Imaterial”.
O Museu Guggenheim Bilbao, é um dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo. Projectado pelo arquitecto norte-americano Frank Gehry, é hoje um dos locais mais visitados de Espanha.
Os volumes interpostos, com inclinações positivas e negativas, tornaram-se objecto de estudos de engenheiros de estruturas metálicas, bem como arquitectos de todo o mundo, devido à sua complexa geometria. Do átrio central, que tem 50 metros de altura e que lembra uma flor cheia de curvas, partem passarelas para os três níveis de galerias.
Os críticos, no entanto, descrevem o museu como uma couve-flor ou um grande suflê. Independentemente destas opiniões, o edifício deixou-me fascinada, e adorei particularmente a obra e acho que só para a observar de perto, vale realmente a pena uma visita a Bilbao pois, para além da beleza da região, este é sem qualquer dúvida, mais um factor de atracção.
As exposições no museu mudam frequentemente e contêm principalmente trabalhos realizados durante o século XX, sendo as obras pictóricas tradicionais e as esculturas uma parte minoritária comparada com outros formatos de instalações artísticas. Muitos consideram o edifício mais importante do que as obras que fazem parte da colecção do museu.

Apesar da localização próxima da costa do Adriatico, a área turisticamente mais atractiva, está compreendida entre o histórico bairro "El Casco Viejo" na margem direita, onde estão erguidas a Catedral e demais edificações de significativo valor patrimonial e pela metrópole moderna delineada entre as "plazas" de Ensanche e Indautxú na margem esquerda, o núcleo comercial/empresarial e a oferta lúdico-cultural.
Junto à ponte de San Antón está o Mercado da Ribeira, um dos maiores da Europa, famoso pelas seus coloridos e luminosos vitrais. Seguindo pela margem direita do rio encontra-se o Teatro Arriaga, um edifício neoclássico cuja fachada é inspirada na Ópera de Paris. A grandeza do seu interior conjuga-se com a qualidade da sua programação. Vale a pena visitá-lo, não só pelos seus espectáculos, mas também pela possibilidade de contemplar o próprio edifício.



Em Salamanca pode absorver-se a sua cultura quer durante o dia, quer durante a noite, onde nos podemos deleitar em qualquer noite da semana nas centenas de bares e clubes da cidade, pois por ser uma cidade universitária, possui uma intensa vida nocturna. Aos fins de semana, as actividades tanto culturais quanto de lazer e de passatempo aumentam.
Um lugar de referência e principal ponto da cidade, é a magnifica Plaza Mayor, que é um emblema do barroco espanhol. Outro ponto emblemático é a Universidade de Salamanca, a mais antiga da Espanha. Fundada em 1218, a Universidade de Salamanca é a mais antiga da Espanha e uma das mais antigas da Europa, junto com as de Bolonha, Sorbonne, Montpellier, Salerno, Oxford e Cambridge, e foi a primeira a conseguir título de universidade.
Salamanca é também o coração da Ruta de la Plata, a partir de onde se pode visitar cidades interessantes como Madrid, Avila, León, Cáceres, etc., sendo a passagem por esta cidade sempre bastante recomendável. 

O património arquitectónico de Castelo de Vide é de uma grande riqueza, é a expressão de uma história plena de vicissitudes, permanecendo vivos os sinais de diferentes ocupações. Merecem destaque o burgo medieval, o castelo, o forte de S. Roque, as muralhas que envolvem a vila, a judiaria, a sinagoga medieval e as portas e janelas ogivais dos séculos XIV a XVI. Para além de constituir uma forte atracção turística, o património arquitectónico de Castelo de Vide constitui um elemento de referência na identidade territorial dos seus habitantes.
Da história, herdou vastos e ricos patrimónios. Se, por um lado, a arquitectura civil soube ir sedimentando, casa sobre casa, século após século, um casario harmonioso e singular, por outro, a arquitectura militar, colocando pedra sobre pedra, defendeu os moradores e as sucessivas guarnições acasteladas através de sólidas e imponentes muralhas, baluartes e torres, hoje miradouros de paisagens que desafiam os próprios limites da visão humana.
Castelo de Vide situada na vastidão da planície meridional com os seus coloridos tão característicos desta época do ano, que lhe emprestam beleza e magnitude. Com uma localização privilegiada do nordeste alentejano, integrada no Parque Natural da Serra de S. Mamede, com o seu casario branco, Castelo de Vide surge aos olhos do visitante como um oásis de beleza arquitectónica e riqueza arqueológica.