El Pueblo Español

Desde que foi concebido em 1929, o Pueblo Español, um parque temático das regiões e cidades de Espanha, consolidou-se como uma atracção turística secundária, mais recomendável para quem visitar Montjuïc, ou depois de uma obrigatória visita à Fundação Joan Miró, como foi o nosso caso.

El Pueblo Español possui no seu interior, ruas e praças construídas rigorosamente segundo seus originais, proporcionam alguns momentos de tranquilidade num lugar com algumas e boas infra-estruturas de vários tipos. O Pueblo Español é uma espécie de aldeia espanhola, com várias réplicas da arquitectura e dos lugares mais emblemáticos de várias cidades espanholas.
A oferta turística é grande já que há muitas lojinhas e bares onde apreciar a cultura e a gastronomia do País. De noite, durante os finais de semana, é uma boa proposta para os visitantes do plantão nocturno, já que para além de discotecas e bares em seu interior, podemos jantar na esplanada de um dos seus belíssimos restaurantes de comida catalã, assistir a um espectáculo no palco da praça principal em dias especiais, ou ainda assistir a um bom filme ao ar livre, dobrado em espanhol, no grande ecrã da mesma praça.

Construído na colina de Montjuïc para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929, o Pueblo Español foi dedicado à arte e converteu-se numa síntese da arquitectura e urbanismo espanhóis. A intenção inicial era demolir o complexo após o término da Exposição, mas foi conservado e transformado em centro turístico por conta do grande impacto que despertou nos visitantes estrangeiros durante o período do evento.
Foi concebido desde o início como uma "aldeia" no meio de uma cidade com uma área de 49.000 m2. O objectivo era dar uma ideia do que poderia ser um "modelo ideal" do povo ibérico que contêm em si as principais características de todos os povos da península. O conjunto de 117 edifícios, ruas e praças, foram seleccionados tendo em conta critérios de estética que poderia ajudar a encaixar uma composição global harmoniosa, em conformidade com a "aldeia", que tinha sido concebida.

O projecto contemplou diversas edificações e estilos espanhóis de diferentes regiões do país, uma espécie de colagem rigorosamente fiel dos originais. Nele estão representadas diversas comunidades espanholas, como Andalucía, Aragón, Asturias, Cantabria, Castilla-La Mancha, Castilla y León, Cataluña, Comunidad Valenciana, Extremadura, Galícia, Islas Baleares, Madrid, Múrcia, Navarra e País Vasco.

A ideia foi impulsionada pelo arquitecto Puig y Cadafalch e depois desenvolvido como uma unidade de conjunto pelos seus construtores, os arquitectos Ramon Reventós e Francesc Folguera, além dos artesãos e artistas Xavier Nogués e Miquel Utrillo, que pretenderam fazer um pueblo (aldeia), onde estariam, reproduzidos e representados edifícios das diferentes regiões da Espanha.

A sua construção foi realizada em treze meses e, curiosamente, o trabalho tinha uma data de validade, uma vez que era só para durar o tempo da Exposição Universal, que é de seis meses. O sucesso no seu planeamento, no entanto, tem permitido que a pequena vila tenha sobrevivido até aos dias de hoje.

Ao desenvolverem o projecto, os quatro profissionais realizaram diferentes viagens pelo país para recolher material iconográfico. Durante o percurso fizeram centenas de fotografias, anotações e desenhos que lhes permitiram escolher o que melhor se adaptaria à ideia fundamental do projecto. Os “turistas/criadores” visitaram mil e seiscentas cidades e povoados.

No Poble Español pretendia-se reunir uma colecção de obras mestras da arquitectura espanhola, já que se tratava de construir um recinto que fosse uma síntese da Espanha monumental e uma divulgação de sua cultura, além de ter um pouco mais de Espanha na Catalunha, tendo ainda como fim, divulgar e aclamar politicamente a ditadura de Primo de Rivera (militar e ditador espanhol, fundador da organização fascista Unión Patriótica, inspiradora da União Nacional Portuguesa).

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