A cidade vira o seu melhor para o rio Onyar, onde altos edifícios em tons pastel se ergem sobre as águas. Por detrás deles, a Rambla de la Llibertat é flanqueada por cafés e restaurantes com frescas esplanadas e lojas debaixo de arcos a perder de vista.
A cidade tem uma atmosfera pacífica e é um excelente lugar para desfrutar de tudo o que uma pequena cidade tem para oferecer e ao mesmo tempo fugir da multidão de turistas e da azáfama da sua região litoral.
A antiga cidade é compacta mas facilmente acessível, onde a peça central é a sua grande Catedral Gótica, com uma fachada barroca pousada sobre uma escadaria imponente. O local onde se encontra a catedral tem sido um espaço de culto ao longo dos anos, com uma mesquita e uma sinagoga que ocupam terrenos nas proximidades.
A poucos minutos a pé ao lado dos muros medievais intactos encontra-se o bairro judeu, conhecido como "el Call", um labirinto de íngremes ruas estreitas e becos sombreados. Foi sede de uma das mais prósperas comunidades judaicas da Ibéria, no século XIII, totalizando cerca 20% da população da cidade nessa época.
Uma boa maneira de se visitar a cidade velha é percorrendo a Rambla de la Llibertat, paralela ao rio Onyar, cheia de cafés e restaurantes e ir até ao bairro judeu, subir pelas íngremes e estreitas ruelas até ao topo. Isso levará cerca de 30 minutos para ir da Plaza Catalunya até ao topo norte, subindo até à Catedral e aos Banhos árabes, que apesar do seu nome, foram construídos no final do séc. XII, 300 anos depois da partida dos Mouros.
Las Ramblas são, naturalmente, o mais conhecido marco de Barcelona e para quem visita a cidade, este é um lugar que não se pode deixar de visitar. Possuem uma grande e larga calçada, onde se pode caminhar livremente e são margeadas por ruas onde carros passam.
Foi ainda ali construído o Maremàgnum, um complexo de lojas, cinemas, bares e restaurantes, que está ligado às ramblas por uma nova ponte pedonal de madeira com estruturas inspiradas num quadro de Van Gogh, que retrata a ponte de Arles.No final do cais, no início do Passeio de Cólon, encontra-se el Cap de Barcelona (chefe de Barcelona), uma magnífica escultura de 20 metros de altura, do artista pop, Roy Lichtenstein.
Os ex-moradores da zona demolida de Barcelona, tiveram que se mudar para um novo bairro construído pelo exército francês, que ficou a chamar-se de La Barceloneta (Pequena Barcelona). La Barceloneta foi construída 1753, a partir de um projecto do engenheiro militar Juan Martín de Cermeño.
As casas estreitas de dois e três pisos têm quartos com uma única janela para a rua. Existem ainda algumas casas deste período, fáceis de reconhecer, porque são prédios muito mais baixos do que os outros e têm uma simples decoração neoclássica.
Historicamente um bairro de pescadores, Barceloneta sempre foi um bairro pobre, com ruas escuras e estreitas, embora esteja a ser lentamente modificado a partir dos Jogos Olímpicos de 1992. No entanto esta modificação é mais visível ao longo da orla marítima.
Barcelona é uma cidade que se revela aos poucos. Na primeira visita, o visitante ávido não deixa por visitar os seus principais monumentos, as obras de Gaudi e as principais ruas e avenidas, como Passeio de Gracia e as Ramblas, buscando nos pontos turísticos e nas suas principais ruas a sua identidade.No entanto, Barcelona é muito mais do que isso. Uma visita completa só se encerra quando temos contacto com a vida urbana tão intensa, com a diversidade de suas identidades, encontrada em cada um dos seus bairros e até dos seus habitantes.A mistura de imigrantes, turistas, verdadeiros catalães e moradores temporários que ali estão, muitas vezes só para passar um período curto de suas vidas, fazem de Barcelona uma cidade única.
Assim sendo nas outras visitas a Barcelona, o visitante começa a aperceber-se que a cidade esconde um mundo de vivências que para se conhecerem têm que sentir de perto. Caminhar ou pedalar pela cidade é muito importante e revelador.
Desde a Praia Nova de la Mar, na parte Norte, à Praia de San Sebastián, na parte Sul, encontramos 5 km de praias de fina areia dourada, águas tranquilas, abundantes equipamentos e numerosas actividades náuticas para praticar. Mas nos arredores, encontramos outras praias igualmente com um grande encanto, sendo na sua maioria praias urbanas.A meio caminho entre a Cidade Nova e a Cidade Antiga, parámos para o almoço tardio numa esplanada frente à praia, onde se degustaram entradas de “polvo à galega” e depois uma bela “paella de marisco”.Ali junto à praia, com tanto para se ver e se apreciar, em dado momento algo nos chama a atenção, a presença de dois naturistas convictos que caminhando pela calçada, tentando em vão a mistura entre a multidão, mostravam os seus tão venerados atributos, com a naturalidade de crianças inocentes.
Recompostas as energias, seguimos até Barceloneta, o bairro de pescadores de Barcelona, situado numa restinga que penetra mar dentro, perto do centro da cidade e do Port Vell e que é famosa pelos seus restaurantes de peixe e mariscos e cafés à beira-mar. A sua praia é também a mais importante praia de Barcelona, a Praia de La Barceloneta.Depois de um passeio atento por Barceloneta, seguimos para o Port Vell, a nova marina da cidade que se encontra aos pés de Las Ramblas e junto da antiga alfândega.
Esta ambiência difícil de descrever, está cheia de vida e para além dos lugares comuns já escritos e lidos inumeráveis vezes, espanta-nos com os seus pormenores de aldeia que se notam nos movimentos, onde transpira um forte sentido de comunidade característica de terra pequena, mas onde também parece haver espaço para todo o tipo de gentes, de uma enorme diversidade e beleza de traços faciais, própria de comunidades com muitas cambiantes.
Por toda a cidade se observam fisionomias características do árabe, sul-americana, africana, europeia, espanhola ou catalã e uma enorme diversidade de turistas das mais diversas proveniências, sendo por isso comum ouvir-se falar as mais diversas línguas.Dirigimo-nos depois para o Passeio de Cólon, onde se fez mais uma pausa, para o desfrutar do espaço, ver, ouvir e gostar do grupo musical "Universong", que ali actuava ao vivo e ainda observar os estilos de vida que emanam das diferentes culturas dos passantes ocasionais.
O roteiro continuou com o atravessar de Las Ramblas, como sempre e a todas as horas atulhadas de gente. É um lugar de surpresas constantes, praticamente com uma por metro quadrado, com muitos e diversificados restaurantes, bares e cafés.Fez-se noite e nas Ramblas ainda se fez pausa para jantar, rodeados da festa constante do lugar. “Após o jantar andámos sem parar”… desde a Cidade Velha até à “… Cidade Moderna onde nesta zona um segundo falo nos faz os olhos marcar. Depois de 10 km corridos que percorremos aguerridos, a noite acaba com discrepâncias entre Norte e Sul, Espanha e Portugal onde a malta birrenta já tudo leva a mal”.**in CoaBreca
Uma vez mais em Barcelona, queríamos desta vez sentir o autêntico, o original, a Barcelona profunda... Não queríamos desta vez ir a museus, mas sentir a cidade no seu todo, como se fossemos seus cidadãos. Queríamos sentir aquilo que se não vê em fotografias ou filmes, uma vez que estes não reproduzem a grandiosidade de uma cidade como Barcelona e o que se vive na realidade em certas zonas da cidade, praças, monumentos ou ambiências...
A localização da exposição ocupa uma zona de mais de 200 hectares junto ao rio Ebro, onde 125 dos quais foram destinados ao novo Parque Metropolitano da Água.
Depois de pedalarmos alegremente por toda a Expo e já ao final da tarde, rumamos novamente à zona centro de Zaragoza.Como o dia estava a acabar e tínhamos muitos quilómetros ainda por percorrer, pedalámos até à autocaravana, para nos pormos a caminho de Barcelona.