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Lisboa - 3º Dia - Igreja do Mosteiro dos Jerónimos - Parte VI

Caminhando lentamente avança-se depois em direção a zona do altar. Ao subir-se um pequeno degrau, detemo-nos alguns segundos, pois estamos por baixo da grande abóbada. Ao olharmos para cima observa-se a enorme abóbada decorada com grandes medalhões de bronze dourado - são os fechos da abóbada. Nesses medalhões estão representados vários símbolos, reais (o escudo com as armas reais e a Esfera Armilar) e religiosos (a Cruz da Ordem Militar de Cristo).
Caminha-se de seguida em direção à Capela-Mor. Ali se observam os túmulos reais em mármore, apoiados sobre elefantes. É nestas túmulos que se encontram os restos mortais do rei D. Manuel I e de sua mulher, a rainha D. Maria (no lado norte) e do seu filho, rei D. João III e de sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria (no lado sul).

Quis o rei D. Manuel I que o Mosteiro lhe servisse de panteão real (edifício funerário ou igreja onde se colocam túmulos de monarcas), tendo os monges a pedido do rei, ficado com a obrigação de rezar uma missa por dia, pela sua alma e dos seus sucessores.
Esta capela, tal como hoje se encontra, foi mandada construir pela rainha D. Catarina e foi inaugurada em 1572. Observa-se ali as diferenças existentes na arquitetura, entre esta capela e o resto da igreja. O arquiteto responsável por este projeto foi Jerónimo de Ruão, que introduziu elementos característicos da arte maneirista. Ali, também se encontram belas colunas de duas ordens, clássicas e com mármores coloridos, por oposição ao calcário de lioz, empregue no corpo geral da igreja.

Ao fundo desta capela (mesmo por trás do altar), podem apreciar-se cinco pinturas da autoria de Lourenço de Salzedo, com cenas que representam a Paixão de Cristo”, em cima e a Adoração dos Reis Magos”, em baixo. Ao centro encontra-se o magnífico sacrário de prata da autoria do ourives João de Sousa e oferecido pelo rei D. Pedro II, cumprindo a promessa de D. Afonso VI, em ação de graças pela vitória alcançada contra os espanhóis na Batalha de Montes Claros (1665), a qual pôs fim à Guerra da Restauração.
Na Capela-mor, maneirista, ainda podemos ver o belo retábulo-mor é de autoria de Lourenço de Salzedo, pintor régio.

No transepto estão os túmulos de D. Sebastião e do Cardeal D. Henrique, seu tio.

Fonte:
http://www.strawberryworldlisbon.com/ http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=185 / http://www.paroquia-smbelem.pt/smbelem_guiao_visita_jeronimos.htm

Lisboa - 3º Dia - Igreja do Mosteiro dos Jerónimos - Parte V

Antes de entrarmos no Mosteiro dos Jerónimos deve parar-se para observar, com atenção, toda a sua fachada, que nem sempre teve o mesmo aspeto. No séc. XIX o edifício sofreu algumas modificações que, embora não tenham alterado a sua estrutura primitiva, vieram dar-lhe a forma que hoje conhecemos.
Caminha-se para o Portal Principal, situado a meio da fachada sul, voltado para o Tejo, que embora de dimensões mais pequenas e menos majestoso que o Portal Sul, é o mais importante Portal dos Jerónimos, quer pela sua localização, frente ao Altar-Mor, quer pela sua decoração.
Este é o belo pórtico de João de Castilho, estruturado ao modo de monumental relicário de ourivesaria, sobrepujado pela estátua da Virgem de Belém e o Arcanjo S. Miguel, e decorado com esculturas dos Apóstolos, Profetas, Doutores da Igreja, Sibilas e anjos.

Ali podemos realçar nos nichos do topo, “Cenas do Nascimento de Jesus Cristo”, observando-se da esquerda para a direita: a Anunciação (o anjo anuncia a Maria que vai ser mãe de Jesus); a Natividade (nascimento de Jesus); a Epifania (adoração dos Reis Magos). Mais abaixo encontram-se as estátuas do rei D. Manuel I e da rainha D. Maria, com os seus santos patronos, S. Jerónimo e S. João Baptista. Neste Portal trabalhou Nicolau de Chanterene que aqui introduziu alguns elementos característicos da Arte do Renascimento: os anjos vestidos à romana; os querubins (motivo decorativo composto por uma cabeça de criança com um par de asas); o pormenor e o realismo com que foram representadas as estátuas dos Reis e ainda o excelente estudo do “nu de S. Jerónimo”.
No registo inferior, ao centro do mainel que divide a porta, vemos uma estátua do Infante D. Henrique. O portal é ladeado por dois janelões de arco redondo.  

Entra-se de seguida em silêncio na Igreja, tendo-se logo a sensação de se entrar numa grande gruta. O teto possui uma abóbada polinervada que é composta por várias nervuras, que são as estruturas de pedra que têm origem nos respetivos cantos para se multiplicarem pelo teto. A juntar cada uma das nervuras, observa-se um elemento circular em pedra, com motivos que caracterizam o estilo manuelino, com a Cruz da Ordem militar de Cristo, a esfera armilar, cordas náuticas e motivos vegetalistas.
O interior é escuro e à medida que avançamos em direção à Capela-Mor, a zona mais escura da entrada vai dando lugar a zonas de maior luminosidade.

Faz-se uma primeira paragem no sub-coro. É ali que pode ser observada a primeira pintura  onde se encontra representado S. Jerónimo, como "O Penitente no Deserto", junto ao Túmulo de Vasco da Gama. Nessa bela pintura, o santo é apresentado magro, num local deserto, castigando-se, com uma pedra  na mão e meditando em frente de um crucifixo.
Nos respetivos túmulos estão representados alguns elementos decorativos referentes à vida e aos feitos destes dois personagens da História de Portugal.

Continua-se o caminho em direção à nave central. Observa-se à volta e repara-se que as colunas ali existentes são ricamente decoradas. A cobertura do teto é em forma de arco em abóbada. Todos os vitrais do mosteiro são já do séc. XX (1938). Os que cobrem os dois janelões da parede sul representam imagens dos reis fundadores, D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, cada um deles com os respetivos santos patronos. D. Manuel, acompanhado por Vasco da Gama, antes da partida para a Índia e D. Maria rodeada das suas aias e de alguns monges jerónimos. Ao centro, podemos ver a imagem de Santa Maria de Belém ou Nossa Senhora dos Reis. A Virgem tem o Menino ao colo e em segundo plano, vê-se uma imagem de Lisboa antes do terramoto de 1755. Em baixo, observam-se as naus dos Descobrimentos.

Fonte:
http://www.strawberryworldlisbon.com/ http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=185 / Whttp://www.paroquia-smbelem.pt/smbelem_guiao_visita_jeronimos.htm

Lisboa - 3º Dia - Mosteiro dos Jerónimos - Parte IV

Deixam-se os jardins e caminha-se em direção ao Mosteiro dos Jerónimos. Atravessando a rua agiganta-se o imponente Mosteiro, um monumento que traduz a riqueza da época dos Descobrimentos, uma vez que foi quase na totalidade financiado pelo “dinheiro da pimenta”, um imposto sobre os produtos vindos do Ultramar.
Foi mandado erguer nos bancos de areia  junto ao rio Tejo por D. Manuel I em 1496, pouco depois do regresso de Vasco da Gama, sendo inicialmente designado Mosteiro de Sta. Maria de Belém, e doado aos monges da Ordem de S. Jerónimo.

Antes deste mosteiro ser construído, existiu ali uma igreja dedicada à invocação de Sta. Maria de Belém, mandada edificar pelo Infante D. Henrique, em meados do séc. XV. O Mosteiro dos Jerónimos veio substituir essa igreja, onde os monges da Ordem de Cristo davam assistência aos muitos marinheiros que por ali passavam. Por esse motivo, o Mosteiro perpetua não só a memória do Infante, pela sua grande devoção a Nossa Senhora, mas também por parte de D. Manuel I, a crença em S. Jerónimo, pelo que escolheu os monges da Ordem de S. Jerónimo, cujas funções eram rezar pela alma do rei e dar apoio espiritual aos que partiram da Praia do Restelo à descoberta de novas terras.
O Mosteiro foi sempre uma referência cultural durante os seus cinco séculos de existência, sendo desde sempre citado ou pintado por artistas, cronistas, escritores ou mesmo viajantes. Foi outrora acolhimento e sepultura de reis e mais tarde de poetas, como Alexandre Herculano e Fernando Pessoa. Hoje este belo mosteiro é admirado por todos nós, não apenas como uma notável obra de arquitetura, mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.

Na sua construção trabalharam homens de arte como por exemplo os arquitetos Diogo de Boitaca, João de Castilho, Diogo de Torralva, Jerónimo de Ruão, os escultores, Nicolau de Chanterene, Filipe Brias, Lourenço de Salzedo, e os pintores, Simão Rodrigues, Avelar Rebelo, sendo da sua autoria belos trabalhos escultóricos e arquitetónicos, a que se somaram mais tarde outros nomes como, António Augusto da Costa Mota que realizou os trabalhos relativos aos túmulos de Vasco da Gama e de Luís Vaz de Camões, e Abel Manta, que realizou os estudos para os vitrais da fachada sul da Igreja do Mosteiro dos Jerónimos (1938).



Fonte: http://www.mosteirojeronimos.pt/ Wikipédia.org / http://www.strawberryworld-lisbon.com/ ttp://www.guiadacidade.pt/

Lisboa - 3º Dia - Jardins de Belém - Parte III

Acabada a visita ao Museu Nacional dos Coches, foi hora de nos passearmos um pouco pelos jardins da Praça Afonso de Albuquerque e da Praça do Império, que foram construídos por altura da Grande Exposição do Mundo Português realizada em 1940, destacando-se à beira do Tejo, pelos seus amplos relvados, proporcionando agradáveis momentos de descanso a quem por eles passa, seja a pé ou de bicicleta.
Estava-mos na zona de Belém, e por isso mesmo havia que saboreá-la, espreitar-lhe os cantos, parar em alguns dos seus bancos para escutar os pássaros, ver o passar das gentes, olhar as suas os canteiros floridos, as suas fontes, os seus lagos e repuxos, correndo o olhar por entre o arvoredo e observar o amplo estuário do Tejo, um santuário para muitas aves aquáticas invernantes, que muitas vezes ali se veem sobrevoando os jardins.
Em frente do Museu Nacional dos Coches e do Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República Portuguesa, situa-se o Jardim da Praça Afonso de Albuquerque, que foi construído em homenagem ao Vice-rei da Índia, Afonso de Albuquerque, por se situar numa zona histórica de grande significado da época dos Descobrimentos Portugueses.
Este jardim conta com uma área de 1,6 hectares, com grandes espaços abertos e zonas ajardinadas ladeadas por sebes, apresentando quatro pequenos lagos artificiais e diversas peças de estatuária, destacando-se no centro da praça uma coluna neomanuelina, encimada por uma estátua de bronze de Afonso de Albuquerque.
Logo a seguir, bastando atravessar uma estrada, encontra-se o amplo Jardim da Praça do Império. No séc. XVII, este local era uma zona de praia: «a Praia do Restelo». O Jardim foi construído em 1940, com projeto de Cottineli Telmo, tendo ficado os trabalhos de jardinagem a cargo de Gomes Amorim.
Este jardim tem sofrido várias alterações e benefícios ao longo dos anos, como é o caso dos 30 brasões das “cidades e províncias de Portugal Continental, Insular e Ultramarino”, da Cruz de Cristo e da Cruz de Avis, executados em mosaico-cultura em buxo, iresine e santolina, nos canteiros envolventes à Fonte Luminosa, inspirados nos ornamentos manuelinos do Mosteiro. Surgiram depois da exposição de 1940, sem projeto, dependendo apenas da imaginação e habilidade de alguns dos jardineiros da época.
Hoje o Jardim da Praça do Império inscreve-se num enorme quadrado fronteiro ao Mosteiro dos Jerónimos com 175 m de lado e uma área total de cerca de 3 ha, sendo 1,5 ha destinado a zona verde. Com grandes alinhamentos de ciprestes em conjunto com muitas oliveiras, que lhe dão um carácter evocativo da paisagem portuguesa.
Dos três lagos existentes, o central é marcado pela bonita Fonte Luminosa e os laterais pelos elementos escultóricos. Junto da Fonte Luminosa e olhando para poente, pode observar-se em todo o seu esplendor, a comprida e bela fachada manuelina do Mosteiro dos Jerónimos.
Os pavimentos são em genuína calçada portuguesa, evidente no modo de execução e nos motivos decorativos, destacando-se os signos do Zodíaco em três das principais entradas do jardim. Num canteiro em frente do Mosteiro dos Jerónimos, uma âncora espetada no relvado, em conjunto com o arranjo do canteiro, tem a função de relógio de sol.
Estes Jardins fazem o elo de ligação com muitos dos emblemáticos edifícios de Belém, como o Centro Cultural de Belém, o Museu da Marinha, o Planetário Calouste Gulbenkian, o Museu Nacional de Arqueologia e claro o inconfundível Mosteiro dos Jerónimos. Além disto tudo é o local preferencial escolhido pelo Presidente da República para receber os Chefes de Estado que visitam o nosso País.
Fonte: http://lisboaverde.cm-lisboa.pt/ http://www.guiadacidade.pt/ http://www.festasdelisboa.com/

Lisboa - 3º Dia - Visita ao Museu Nacional dos Coches - Parte II



O Museu Nacional dos Coches está instalado num comprido edifício, que outrora foi o Picadeiro Real e que parece ser hoje uma extensão do próprio Palácio de Belém.
Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleãns e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reais, como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.
D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propôs-se reuni-las, a fim de salvaguardar este espólio e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal.
O local escolhido para a sua instalação foi então o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respetivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos vários palácios reais.

Da primitiva coleção faziam parte 29 viaturas, fardamentos de gala, arreios de tiro e acessórios de cavalaria utilizados pela Família Real.
Após a implantação da Republica, em 1910, o Museu passa a designar-se por Museu Nacional dos Coches e o seu espólio foi enriquecido com outros veículos da Coroa, do Patriarcado de Lisboa e de algumas casas nobres portuguesas.
Hoje o Museu reúne uma coleção que é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas de aparato dos séculos XVII, XVIII e XIX e ao número de exemplares que integra.
Reunindo uma coleção única no mundo de viaturas de gala e de passeio do séc. XVII ao séc. XIX, na sua maioria provenientes dos bens da coroa ou propriedade da Casa Real portuguesa, o Museu Nacional dos Coches inclui no seu espólio coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos para criança formando um conjunto de excelente qualidade que permite ao visitante a compreensão da evolução técnica e artística dos meios de transporte de tração animal utilizados pelas cortes europeias até ao aparecimento do automóvel.
A encabeçar a coleção de viaturas do salão nobre encontramos os retratos de vários elementos a quem pertenceram os coches. Não deixa de ser curioso estabelecer a ligação entre a viatura e o seu proprietário, imaginar a que felicidades ou tragédias aquelas enormes rodas de madeira os conduziram. E se fizermos este exercício, podemos deparar com uma nova revelação: cada coche era estudado e desenhado por forma a adaptar-se aos gostos e características do seu proprietário.
Hoje todos temos carros mais ou menos iguais, impessoais, e que qualquer pode ter, mas outrora havia a preocupação dos que os possuíam, de se em fazerem representar pela viatura de transporte, como ainda alguns de nós tem ainda a pretensão de fazer.
Princesas mais infelizes ou viúvas possuíam coches escuros, as mais felizes tinham-nos com motivos florais, ou com um aspeto tão frágil e delicado quanto a sua própria pessoa. Reis imponentes tinham carros fortes, de linhas duras e ricas, ostentando brasões e outras figuras que pretendiam ostentar riqueza ou a sua própria realeza…
Da coleção exposta destaca-se o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha em finais do Séc. XVI, início do Séc. XVII, um dos modelos de coche mais antigos que se conhece.
Particular relevo merecem também os três monumentais coches mandados executar pelo Embaixador no Vaticano, Marquês de Fontes ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716. Estas viaturas, únicas no mundo, são exemplares perfeitos da "carrozza romana" de aparato, onde as caixas abertas se conjugam com imponentes composições escultóricas nos alçados traseiros e dianteiros, alusivas aos Descobrimentos e Império portugueses.
Completam a coleção os retratos a óleo dos monarcas da dinastia de Bragança, antigos proprietários dos carros expostos, e um importante conjunto de documentos gráficos composto por desenhos, gravuras e fotografias relacionados com as peças ou com a história do museu.
Completam a coleção um núcleo de arreios de tiro pertencentes às viaturas, a coleção reúne ainda um conjunto significativo de arreios de cavalaria, selas, fardamentos de gala, de armaria e acessórios de cortejo setecentistas de que se destaca um conjunto de trombetas da Charamela Real.

Fonte: Wikipédia.org / http://www.museudoscoches.pt/

Belém - 3º Dia - Chegada a Lisboa e Visita ao Museu Nacional dos Coches - Parte I

Depois de se ter visitado o Palácio da Pena, partimos com rumo a Lisboa. A viagem feita já de noite foi rápida e lá chegados, fomos direito à zona de Belém, onde se estacionou num parque automóvel aberto a autocaravanas, situado em lugar sossegado, junto à estação de cacilheiros de Belém.

A zona ribeirinha de Belém está muito ligada à época dos Descobrimentos, pois era dali que as naus partiam à aventura por mares nunca antes navegados. Hoje, é uma área espaçosa, com amplos jardins, como o belo e pouco visitado Jardim do Ultramar (o meu preferido e que me faz sempre relembrar a minha infância ultramarina) e os imponentes monumentos manuelinos, como o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, e ainda o Padrão dos Descobrimentos, o Planetário, o Palácio da Belém (a residência oficial da presidência portuguesa), além do Centro Cultural de Belém, e claro a Rua Vieira Portuense, onde nos seus restaurantes se podem apreciar as muitas iguarias gastronómicas típicas.


Naqueles dias ali passados queríamos revisitar todos esses monumentos ligados aos descobrimentos, bem como alguns museus da zona, há longo tempo visitados e já um pouco esquecidos, observar as novidades e a animação cultural presentes no CCB – Centro Cultural de Belém, além de passear pelos belos e extensos jardins da zona, caminhar à beira-rio ou simplesmente admirar o rio e usufruir da beleza das suas margens, de preferência degustando um delicioso pastel de Belém acabadinho de fazer, uma inconfundível iguaria ali fabricada desde 1837.
Ali os dias passaram rápidos, porque quando há muito que ver, o tempo parece voar. As manhãs como é do nosso gosto, foram relaxadas, a ver beijar o rio e a olhar os destinos rotineiros e com hora marcada dos cacilheiros. Ali ao lado num pequeno bar, eram tomados bons pequenos-almoços e almoços leves e tudo o que poderia escassear na autocaravana.

No dia seguinte ao da chegada, a tarde foi iniciada com uma visita ao emblemático Museu dos Nacional dos Coches. O Museu Coches conserva e expõe no ambiente requintado do antigo Picadeiro Real uma excecional coleção de viaturas reais do séc. XVII aos finais do séc. XIX.

Considerada a mais notável coleção do mundo do seu género, permite ao visitante compreender não só a evolução técnica dos transportes de tração animal como acompanhar as mudanças de gosto manifestadas nas artes decorativas tão bem expressas na ornamentação das viaturas. É também um dos museus mais visitados de Portugal e o mais visitado da cidade de Lisboa.
 Fonte: http://www.visitlisboa.com/ http://www.museudoscoches.pt/ (ver visita virtual)

Sintra - 2º Dia (Parte VI)- Visita ao Palácio da Pena - Parte III

Outras salas e dependências com interesse no Palácio da Pena:

Sala Indiana - Com valiosas obras de arte, como o lustre em cristal da Boémia e o baixo-relevo "Cólera Morbus", da autoria de Vítor Bastos.
Sala Árabe – Integralmente pintada a “trompe-l’oeil” por Paolo Pizzi, a sua arcaria árabe sugere novos planos e novas perspetivas ao aposento, dando-lhe uma dimensão quase irreal. Aqui abundam, por todo o espaço, as caxemiras, as almofadas, as cadeiras indianas e as consolas de ébano, a par dos pratos Companhia das Índias, das lamparinas de mesquita e do lustre francês atribuído a Meissen. Na sala ao lado expõem-se as pinturas em pratos de faiança e porcelana de D. Carlos, o rei-artista.
Claustro Manuelino – Este é ainda o claustro original do antigo Convento de Nossa Senhora da Pena, do séc. XVI. Está decorado com azulejos hispano-árabes (c.1520) e tem ao centro uma concha pétrea gigante. Desta, assente e sustentada por quatro tartarugas, emana um feto arbóreo, sugerindo-nos a interpretação romântica da vida vegetal a brotar do mundo marinho.

Retábulo da Capela – Na Capela, parte original do antigo Mosteiro dos frades Jerônimos pode ser visto um retábulo, proveniente do antigo mosteiro, em alabastro e mármore, que foi esculpido por Nicolau Chanterène. Em cada um dos nichos está representada uma cena da vida de Cristo.
Terraço da Rainha - De onde se pode observar melhor a arquitetura do Palácio e o Relógio de Sol com um canhão que outrora disparava ao meio-dia.

Aposentos do Rei D. Manuel II - onde se identifica o grande baixo-relevo em madeira de carvalho quinhentista, de autor desconhecido, ilustrando a Tomada de Arzila, adquirido por D. Fernando de em Roma.
Sala dos Veados - Ampla e cilíndrica, com uma larga coluna como eixo, atualmente utilizada para exposições.

Cozinha – Podemos ver os utensílios de cobre sobre o fogão de ferro. O serviço de jantar ostenta o brasão de D. Fernando II de Saxe-Coburgo-Gotha.

Fonte: http://www.guiadacidade.pt/ Wikipédia.org / http://atracoessintra.no.sapo.pt/

Sintra - 2º Dia (Parte V) - Visita ao Palácio da Pena - Parte II

O Palácio da Pena é das raras casas reais portuguesas que ainda hoje mantém intacto todo o seu espólio, mobiliário e adereços originais. Num total de 26 dependências, todas se encontram decoradas segundo o sabor e o colorido românticos, onde se contemplam quase todos os materiais e estilos decorativos conhecidos, que nos levam a reviver o passado.
Como na visita não é permitida a realização de fotos, as imagens aqui colocadas são colhidas na internet ou digitalizadas a partir de postais comprados na loja do palácio.
Das 25 dependências do Palácio (0. Entrada; 1. Claustros; 2. Copa e casa de jantar privada; 3. Aposentos do Rei D. Carlos; 4. Capela de S. Jerónimo (Convento); 5. Capela; 6. Sacristia; 7. Primeiro quarto das Damas; 8. Segundo quarto das damas; 9. Quarto da Rainha; 10.Toilette da Rainha; 11. Quarto de vestir da Rainha; 12. Saleta de costura; 13. Sala de estar privada da Família Real; 14. Escritório da Rainha; 15. Sala Árabe; 16. Sala verde; 17. Átrio de acesso ao terraço da Rainha; 18. Primeira sala de passagem; 19. Segunda sala de passagem; 20. Sala Indiana; 21. Sala de receção; 22. Salão Nobre; 23. Aposentos do Rei D. Manuel II; 24. Sala dos Veados; 25. Cozinhas), podemos referir como mais importantes:
Sala de Jantar – Está instalada no antigo refeitório dos monges hieronimitas. O seu mobiliário, todo ele em estilo nacional, foi propositadamente talhado para aquele espaço. Merece destaque a mesa posta para doze pessoas e coberta por um magnífico rendilhado de Bruxelas. O centro de mesa, representando uma caravela sustida por Ninfas e Neptunos, consiste numa bela peça de ourivesaria francesa oitocentista, atribuída a Froment Maurice e Louis Aucoc, e constitui o elemento decorativo mais importante.
Atelier do rei D. Carlos – É uma pequena sala/estúdio com telas pintadas pelo rei D. Carlos, que era um pintor e miniaturista de mão cheia. Ali, podem observar-se sete telas inacabadas da sua autoria, representando cenas amorosas, onde Ninfas e Faunos se envolvem em apaixonadas correrias. Pode ainda ver-se a sua coleção de vidros e canecas. No compartimento subsequente (quarto de repouso de D. Carlos), vê-se um mobiliário Império com cama de dossel, onde a madeira e o bronze se interligam harmoniosamente.
Sala de Saxe – Outrora uma Sala de Receção, onde predomina a porcelana de Saxe.
Salão de Nobre Neste belo salão podem ver-se ainda estuques, lustres, móveis que variam do séc. XIV ao séc. XIX. Essencialmente composto por motivos geométricos de nítida influência árabe, que se articulam com motivos vegetalistas, a grande sala atinge um equilíbrio impressionante. Saliente-se o lustre neogótico de bronze dourado, as quatro grandes esculturas de turcos em madeira de “andiroba”, os quais sustentam candelabros, os bufetes oitocentistas, o aquário da Fábrica do Rato e a lindíssima floreira estilo Carlos X, que decoram todo o espaço. Refira-se, por último, os vitrais alemães do séc. XIX, de nítida simbologia maçónica e rosacrucianos.
Fonte: http://www.guiadacidade.pt/  Wikipédia.org / http://atracoessintra.no.sapo.pt/ http://sintramaias.no.sapo.pt/palaciodapena1.htm
 

Sintra - 2º Dia (Parte IV) - Visita ao Palácio da Pena - Parte I

Chegados ao Páteo de Entrada do Palácio da Pena, deixamos o pequeno autocarro e ali mesmo olhando em redor, podemos observar que quase todo o Palácio assenta em enormes rochedos, e que a sua magnífica arquitetura foi realizada com uma enorme mistura de estilos que produzem um surpreendente cenário "das mil e uma noites". Essas influências que vão desde o neogótico, neomanuelino, islâmico, neorrenascentista, entre outras sugestões artísticas como a indiana, que foi absolutamente intencional, como era moda na época, devido à mentalidade romântica do século XIX, dedicada ao fascínio pelo invulgar e pelo exotismo.
Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais: A couraça e muralhas envolventes (que serviram para consolidar a implantação da construção), com duas monumentais portas, uma das quais provida de ponte levadiça; O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo, ligeiramente em ângulo, no topo da colina, completamente ameado e com a Torre do Relógio; O Pátio dos Arcos frente à capela, com a sua parede de arcos mouriscos; A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte, com um interior decorado em estilo cathédrale, segundo preceitos em voga e motivando intervenções decorativas importantes ao nível do mobiliário e ornamentação em geral.
Passados os dois fabulosos arcos das portas de entrada, inicia-se a visita que nos leva a uma viagem de descoberta ao interior do Palácio da Pena, ao longo da qual é efetuado todo o enquadramento histórico que levou à sua criação pelo rei consorte D. Fernando II, de acordo com as manifestações artísticas da época cultural em que se insere, o Romantismo.
Logo depois de passada a primeira porta, sobe-se um pouco por um pequeno troço de estrada em paralelepípedos e depara-se-nos a segunda porta, que nos leva a um pequeno Páteo em frente à porta de entrada para o interior do Paço. Por cima desta porta, observa-se no arco ladeado por duas torres, uma singular e profusa decoração em relevo a imitar corais. Sobre ela, uma janela, a "bow window", que tem na sua base em relevo, uma figura de Tritão, um ser híbrido, meio-peixe, meio-homem, saindo de uma concha com a cabeça coberta por cabelos, que se transformam num tronco de videira cujos ramos são sustentados pela enigmática personagem. Este conjunto, conhecido por “Pórtico do Tritão”, foi projetado pelo próprio D. Fernando II, que o desenhou como um "Pórtico alegórico à Criação do Mundo", e que parece condensar, em termos simbólicos, a "teoria dos quatro elementos", pretendendo ainda relembrar o homem barbado da janela da Sala do Coro do Convento de Cristo em Tomar, transformado ali num ser monstruoso de carácter quase demoníaco.
Em seguida entra-se nos reais aposentos do Palácio, a residência de verão que a família real valorizou com excelentes trabalhos em estuque, pinturas murais e diversos revestimentos em azulejo do século XIX, que integra as inúmeras coleções reais, em ambientes onde o gosto pelo bricabraque e pelo colecionismo são bem evidentes.