Lisboa - 3º Dia - Igreja do Mosteiro dos Jerónimos - Parte VI

Caminhando lentamente avança-se depois em direção a zona do altar. Ao subir-se um pequeno degrau, detemo-nos alguns segundos, pois estamos por baixo da grande abóbada. Ao olharmos para cima observa-se a enorme abóbada decorada com grandes medalhões de bronze dourado - são os fechos da abóbada. Nesses medalhões estão representados vários símbolos, reais (o escudo com as armas reais e a Esfera Armilar) e religiosos (a Cruz da Ordem Militar de Cristo).
Caminha-se de seguida em direção à Capela-Mor. Ali se observam os túmulos reais em mármore, apoiados sobre elefantes. É nestas túmulos que se encontram os restos mortais do rei D. Manuel I e de sua mulher, a rainha D. Maria (no lado norte) e do seu filho, rei D. João III e de sua mulher, a rainha D. Catarina de Áustria (no lado sul).

Quis o rei D. Manuel I que o Mosteiro lhe servisse de panteão real (edifício funerário ou igreja onde se colocam túmulos de monarcas), tendo os monges a pedido do rei, ficado com a obrigação de rezar uma missa por dia, pela sua alma e dos seus sucessores.
Esta capela, tal como hoje se encontra, foi mandada construir pela rainha D. Catarina e foi inaugurada em 1572. Observa-se ali as diferenças existentes na arquitetura, entre esta capela e o resto da igreja. O arquiteto responsável por este projeto foi Jerónimo de Ruão, que introduziu elementos característicos da arte maneirista. Ali, também se encontram belas colunas de duas ordens, clássicas e com mármores coloridos, por oposição ao calcário de lioz, empregue no corpo geral da igreja.

Ao fundo desta capela (mesmo por trás do altar), podem apreciar-se cinco pinturas da autoria de Lourenço de Salzedo, com cenas que representam a Paixão de Cristo”, em cima e a Adoração dos Reis Magos”, em baixo. Ao centro encontra-se o magnífico sacrário de prata da autoria do ourives João de Sousa e oferecido pelo rei D. Pedro II, cumprindo a promessa de D. Afonso VI, em ação de graças pela vitória alcançada contra os espanhóis na Batalha de Montes Claros (1665), a qual pôs fim à Guerra da Restauração.
Na Capela-mor, maneirista, ainda podemos ver o belo retábulo-mor é de autoria de Lourenço de Salzedo, pintor régio.

No transepto estão os túmulos de D. Sebastião e do Cardeal D. Henrique, seu tio.

Fonte:
http://www.strawberryworldlisbon.com/ http://www.mosteirojeronimos.pt/pt/index.php?s=white&pid=185 / http://www.paroquia-smbelem.pt/smbelem_guiao_visita_jeronimos.htm

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