Mitos e Lendas da Noruega

Sendo a história dos homens e das suas civilizações, não apenas aquilo que aos historiadores apeteceu contar para edificação e muitas vezes até sujeição dos povos, sendo muitas vezes ignorados ou deformados factos, passando estes a uma história paralela que o povo por esse meio, não deixa esquecer. Essa história paralela, que há primeira vista não passa de um ensaio anedótico e por vezes aventuroso, é quase sempre fundado a meu ver, em factos reais ocultos sob a forma do místico, a que os povos se referem como o " misterioso desconhecido".
Assim sendo, a existência dos Trolls para os noruegueses, é a forma simples de tentar contar a sua história, com o respeito real para com a Terra que os acolheu. Os Trolls, essas criaturas cheias de Natureza, tendo dentro de si a longa noite Invernal, as altas montanhas e as suas florestas profundas, não passam de uma personificação do seu próprio País.
"Bem longe no norte da Europa existe um país comprido e estreito chamado Noruega. Entre os bosques escuros, os lagos iluminados pela lua, os profundos fiordes e as enormes montanhas coroadas pela neve, encontraremos os trolls", diz a lenda.



Noruega, um País Idílico
Toda a vida na Noruega depende do perfeito equilíbrio entre o homem e a natureza. O interior é muito frio: Uma cadeia de montanhas, os montes Escandinavos, atravessa o país em todo o seu comprimento. O litoral é mais ameno: Os fiordes penetram por toda a Noruega e formam um cenário de extraordinária beleza.
Estes profundos golfos, que começaram a ser formados na era glacial, são antigas depressões escavadas nas montanhas pelas grandes massas de gelo (glaciares) e posteriormente invadidas pelo mar. O fiorde de Geiranger é um dos mais belos do mundo, e penetra quase 20 km entre montanhas de mais de 1,5 mil metros de altura, sendo possível passear de barco em todo o seu trajecto e ver as cascatas baptizadas de Sete Irmãs, que descem pelas montanhas, um espectáculo da natureza maravilhoso, que atrai turistas de todo o mundo.
O clima da faixa litoral e dos fiordes é temperado e agradável, amenizado pela corrente quente do Golfo do México, vinda do Oceano Atlântico, que traz águas mornas para a costa norueguesa. Por isso, os noruegueses preferiram viver ao longo de seu recortado litoral e aprenderam a aproveitar ao máximo os recursos do mar, desenvolvendo a indústria da pesca, que é uma das principais actividades económicas do país.
Os principais produtos exportados são: Petróleo bruto, gás natural, barcos, metais, produtos químicos, maquinaria, peixe e marisco, ligas metálicas, papel e transportes marítimos.
Uma das únicas regiões do mundo onde se pode ver o "sol da meia-noite", devido à sua proximidade com o Pólo Norte. A Noruega, cujo nome significa "caminho do norte", é o local onde os primitivos habitantes do sul achavam que o mundo acabava.
Até o fim do século IX, a Noruega não era mais que uma vaga referência geográfica. Este quadro modificou-se inteiramente, quando o período de expansão marítima dos povos nórdicos se estendeu até finais do século XI e ficou conhecido como época viking.
Os noruegueses de uma maneira geral apreciam muito a vida ao ar livre. Todos têm direito às terras não cultivadas sem necessitarem pedir autorização ao proprietário para acampar ou colher frutos silvestres para seu próprio consumo. Existe no país uma vida de clube muito activa e variada.
Os noruegueses também são grandes leitores, vendendo-se por ano na Noruega 40 milhões de livros, quase 10 livros por habitante. A cultura norueguesa também é identificada na dramaturgia com Henrik Ibsen (1828-1906), e na música com Edvard Grieg (1843-1907), compositor que criou harmonias e sons de música folclórica norueguesa, de quem podemos ouvir a sequência midi de "Anitra Dance".
Na pintura seu expoente maior é Edvard Munch (1863-1944), um dos pioneiros do expressionismo, que com sua técnica arrojada e com um colorido muito especial, pintou a angústia e a solidão que podem assolar o homem, mas também a alegria e o amor, a vida e a morte. O seu quadro mais famoso, o grito, é sem dúvida a sua obra-prima expressionista, de 1893, uma imagem densa e dramática da angústia moderna.
A Noruega é um país que encanta seus visitantes pela originalidade de sua natureza, pela cultura e nobreza de suas gentes e pelo nível de desenvolvimento político e social, um dos mais altos do mundo.
Até sempre...
Bergen, a Porta dos Fiordes

Foi uma viagem tranquila onde podemos observar o essencial da cidade de Bergen. Após esta visita guiada, o autocarro deixou-nos no centro da cidade para que se fizesse-mos a descoberta das zonas mais pitorescas da cidade, ficando a tarde destinada a compras.
O seu clima é temperado devido à corrente quente do golfo que modera, (em toda a zona ocidental da Noruega), os Invernos duros e que ajuda a manter os canais livres de gelo. No entanto os Verões são chuvosos e localmente até se diz que "as crianças nascem já, com um guarda-chuva".
Cidade composta de uma mistura de aspectos singulares, Bergen é simultaneamente tão íntima e acolhedora, quanto cosmopolita e internacional. E são tantos os contactos com o exterior, que os seus habitantes a consideram um Estado à parte, e é vulgar dizerem sorrindo, a um qualquer visitante:- "Eu não sou norueguês, sou de Bergen".
Trata-se de uma cidade internacional plena de história e tradição com o encanto e o ambiente de uma pequena localidade, situada num anfiteatro espectacular, empoleirada nas encostas das colinas com vista para o mar, estendendo-se pela zona baixa até aos braços da baía.
É a segunda maior cidade da Noruega, com uma população de quase 250.000 habitantes e é um centro universitário, de cultura e comércio da costa oeste da Noruega. Bergen teve a sua própria universidade em 1946, que tem hoje cerca de 17 000 estudantes.
Os habitantes de Bergen são abertos, bem dispostos e comunicativos, mau grado uma geografia de sete colinas que limitou a abertura da cidade ao exterior. O compositor Edvard Grieg é um dos seus filhos, que nasceu e viveu na cidade, e lá compôs várias de suas peças mundialmente famosas.
Devido à sua localização na baía, o sustento de Bergen depende do mar, e hoje em dia, a indústria pesqueira continua sendo importante, no entanto a verdadeira prosperidade de Bergen provem da indústria petroleira do Mar do Norte e do turismo. Em 2000, Bergen recebeu o título de Cidade Europeia da Cultura, e apesar de ser cosmopolita, possui o encanto de uma cidade pequena.
Elevada a cidade pelo rei Olav Kyrre em 1070, Bergen era nessa época a maior cidade do país e a capital de Norgesveldet, uma região que incluía a Islândia, a Gronelândia e parte da Escócia. Durante os séculos XII e XIII, Bergen foi um porto pesqueiro e comercial importante, assim como a capital da Noruega.
Mesmo após Oslo se ter tornado a capital da Noruega, em 1299, Bergen continuou a crescer como um centro de comércio, especialmente graças à exportação de peixe seco, quando se tornou um dos portos da Liga Hanseática. Após um período de declínio no séc. XV, a cidade entrou numa nova época de prosperidade como um centro de navegação.
É uma cidade muito popular quer para turistas noruegueses, quer para turistas estrangeiros, sendo um do principais pontos de paragem para os barcos de cruzeiro que percorrem os mares do norte da Europa. É o ponto de partida do barco Hurtigruten, que viaja pelas costas norueguesas até ao Cabo Norte, sendo também a estação final da linha ferroviária de Bergen (Bergensbanen), que a liga a Oslo, por paisagens de grande beleza natural.
Bergen é uma cidade histórica e encantadora, com sua pitoresca Bryggen Wharf com suas atractivas construções coloridas de madeira que são reflexo da Idade Média, e que foi classificada de Património Mundial da Humanidade pela Unesco, em 1979. Aqui, largas filas de edifícios junto ao caís onde cargueiros e navios mercantes realizam suas actividades, conferindo a Bergen parte do seu característico encanto.
Bergen ainda possui peculiares ruelas empedradas com casas antigas, encontrando-se algumas das mais notáveis junto da estação do funicular de Floibanen, num bairro com ruas e ruelas serpenteantes. A subida no funicular, até ao cimo do monte Floien (320 m), propõe a observação de uma vista soberba de toda a cidade.
Tradição e iniciativa fizeram de Bergen uma das cidades culturais mais energéticas da Noruega, e não é por mera casualidade que o maior evento cultural do país, o Festival Internacional de Bergen, se celebre aqui todos os anos. Nele a cidade oferece uma ampla variedade de actividades, desde eventos culturais a buliçosas partidas de futebol no Brann Stadium. Bergen tem uma companhia de ballet, um estimulante ambiente de jazz e blues e teatros.
A área de Bryggen sofreu um incêndio e foi reconstruída em 1972 e hoje apresenta um dos melhores mercados de peixe e marisco ao ar livre da Noruega. É um destino turístico muito popular e é o ponto de partida para se explorar os fiordes, ou visitar Troldhaugen, a casa do ilustre compositor norueguês, Edvard Grieg.
Frente ao porto encontra-se a Torre Rosenkrantz, construída na década de 1560 pelo governador de Bergen, Erik Rosenkrantz, e incorpora restos de um edifício muito mais antigo, de 1260 e outro de 1520. Perto dela encontra-se uma ampla sala de cerimónias mandada construir pelo rei Hakon Hakonsson em 1261 para a cerimónia de casamento de seu filho. O Bergen Kunstmuseum, que possui magníficas colecções de arte internacional e norueguesa dos séc. XVIII e XIX.
Molde, a Cidade das Rosas
Molde é uma cidade e município no condado de Møre og Romsdal, Noruega. A cidade é o centro administrativo de Møre og Romsdal, e o pólo comercial de Romsdal. Molde teve um crescimento considerável nos séculos XVIII e XIX, tornando-se um centro de indústria têxtil e de vestuário, sendo ainda o centro administrativo da região, e um importante destino turístico.
É uma cidade que foi reconstruída duas vezes. A primeira vez, foi em 1916, depois de ter sido incendiada, durante a Primeira Guerra Mundial, e a segunda vez foi em 1946, depois de ser bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Devido à última reconstrução, a cidade parece muito mais moderna do que as outras cidades da costa norueguesa.
Após a II Guerra Mundial, Molde teve um enorme crescimento, tornando-se um centro de actividades administrativas e de serviços públicos, mas também de recursos académicos e produção industrial. A cidade está localizada na costa norte da Romsdalsfjord sobre a Península Romsdal.
Molde possui um clima temperado marítimo, com Verões ligeiramente quentes e Invernos relativamente suaves. As precipitações anuais são entre moderadas a altas, com uma média de 1640 mm por ano. A estação mais quente e seca dá-se no final do Verão até ao início do Outono, quando se registam em Molde, as temperaturas máximas, (tendo-se registado em Outubro de 2005, uma máxima de 25.6°C).
Como locais de interesse perto de Molde, temos: O mirante de Varden Viewpoint, (a 407 metros do nível do mar), situado a Oeste da montanha onde se situa a cidade, e de onde se pode observar uma maravilhosa vista, dos fiords em redor da cidade e dos 87 picos cobertos de neve, dos Alpes Romsdals. O Trollstigen (A Estrada dos Trolls), situada em Åndalsnes, é uma estrada, esculpida na rocha e reforçada com muros de pedra, que se percorre num total de onze curvas que se dirigem até ao cimo do Stigrøra (a 858 m.). A catarata de Mardalsfossen, com uma altura de 665 metros, com a queda contínua mais elevada da Europa, situada no vale Eikesdalen, e que é mais impressionante entre 20 de Junho e 20 de Agosto. A Atlanterhavsvegen (Estrada Atlântica) de Averoy a Kristiansund, é espectacular. Construída sobre as ilhotas e rochedos no fiorde de Molde, atravessa 12 pontes baixas construídas no mar.
Jardim Botânico Ártico-Alpino de Tromsø
Tromsø, a Paris do Norte

Justamente acima do Circulo Polar Árctico, na terra do sol da meia-noite, a metade do caminho entre a ilha Lofoten e o Cabo Norte, encontra-se Tromsø. É uma cidade viva, assente sobre uma ilha no norte da Noruega. Além de ser formosa, converteu-se num dos centros mais importantes de pesquisa meteorológica, pois é ali que se encontra o Radar Eiscat, o mais potente do mundo. Realizam-se importantes estudos das zonas altas da atmosfera, enquanto que o Instituto de Geofísica, conta com um observatório especial para o estudo das Auroras Boreais, junto do Lago Prestavnet.
Quem a visita fica surpreendido em encontrar cultura, juventude multilingue, e o uso da última moda internacional, e talvez por isto tudo, ela é denominada por "Paris do Norte". Tromsø é também designada por "Porta do Árctico" e a maior cidade na região polar escandinava.
Fica situada a 300 Km no interior do círculo polar árctico, à mesma latitude que o Norte do Alasca. O centro de Tromsø, abrange uma ilha em Tromsøy-sund, que está rodeada por belas paisagens árcticas, com fjords, ilhas e montanhas com picos alpinos. Subindo a montanha a oeste no teleférico, podemos apreciar lá de cima a paisagem e a cidade e fazer belíssimas fotos.
Tromsø foi edificada sobre uma ilhota comprida e estreita, entre a costa e uma ilha maior que a protege, Tromsøya. Aqui havia uma propriedade rural viking e a primeira igreja foi construída por volta de 1250. Na época da Liga Hanseática, o comércio floresceu e Tromsø tornou-se uma cidade de mercado em 1794. A partir da década de vinte do séc. XIX, a cidade cresceu como um porto de navegação do árctico.
Foi com a actividade dos baleeiros que a cidade teve sempre grande importância transformando-se numa cidade jovem, cheia de vida, rica e de intensa vida cultural. Tromsø foi desde sempre uma base de partida para as expedições rumo ao Pólo, sendo por isso chamada "A Porta do Norte", e foi daqui que Nansen e Amundsen partiram nas suas explorações polares. Mas é sobretudo a Universidade, (inaugurada em 1972), que faz dela a maior cidade do Norte da Europa.
Hoje, Tromsø é uma cidade universitária, com um casco histórico muito colorido com casas de madeira, uma intensa vida cultural, atracções variadas, a possibilidade única, nesta zona, para realizar compras de nível internacional, e com uma animada zona de cafés e bares. Os seus habitantes são conhecidos pelo seu alto nível de educação, interesses culturais e excelente sentido de humor.
Tromsø é muito conhecida na Noruega por ter muita neve durante o Inverno, apesar da quantidade variar muito de um ano para o outro. No Inverno de 1996/1997 um novo recorde foi estabelecido, quando a estação meteorológica no topo de Tromsøya registou, com alguma dificuldade, 240 cm de neve.
A temperatura mais baixa registrada foi -18,4°C, e a média de Janeiro é -4°C, devido ao calor trazido pela corrente quente do Atlântico Norte, uma extensão da corrente quente do golfo. A proximidade com o mar modera as temperaturas. Sommarøy, na costa oeste de Kvaløya possui uma média de -1,9°C em Janeiro.
O Verão também é relativamente fresco, com uma média de 12°C em Julho, mas as temperaturas durante o dia são um pouco mais quentes, embora variem muito (de 9°C a 25°C). No entanto por vezes as temperaturas também sobem, e no Verão de 1972, a temperatura chegou a 30°C.
O monumento mais famoso da cidade é a Catedral Árctica (Ishavskatedralen), que possui uma arquitectura que evoca a neve e os icebergs. Consagrada em 1965, a Catedral também conhecida por Igreja de Tromsdalen, foi projectada pelo arquitecto Jan Inge Hovig. É feita em betão e a forma do seu telhado simboliza o modo como a aurora boreal ilumina os dias escuros de Inverno em Tromsø.
A sua arquitectura é belíssima, com altas e estreitas janelas oblíquas, em relação ao solo e paralelas entre si, e tem um enorme vitral triangular com 23 m de altura de Victor Sparre (1972), que preenche toda a parede leste. É formado por 86 painéis de peças de vidro que ilustram o Segundo Advento de Cristo, e é considerado o maior vitral da Europa.
Além do seu magnífico Jardim Botânico, Tromsø ainda tem o Tromsø Museum Universitetsmuseet, que é um museu regional, dedicado à cultura Sami. Foi inaugurado em 1872, e possui boas colecções da Idade da Pedra e Alta Idade Média, e o Nordlysplanetariet, que é o Planetário da Aurora Boreal, situado no campos universitário de Breivika, e que é famoso por exibir o filme "Luz Boreal", que proporciona uma experiência realista, quer da Aurora Boreal, muitas vezes visível no céu, nos escuros meses de Inverno, quer do Sol da Meia-Noite, responsável pelas claras noites de Verão.
Cabo Norte
O Cabo Norte (North Cape ou Nordkapp), é um cabo na ilha de Magerøya no norte da Noruega. Tem um promontório com 307 m de altura, caindo a pique sobre o Mar da Noruega e o Mar de Barents, e com frequência é referenciado como o mais setentrional ponto da Europa. Porém, o cabo vizinho de Knivskjellodden situa-se a cerca de 1.500 metros mais a norte. Além disso, ambos estes pontos encontram-se em ilhas, o que significa que o ponto mais a norte da Europa continental é o Cabo Nordkinn.
Nesta zona o Oceano Atlântico Norte junta-se com o Oceano Árctico, e com bom tempo, pode observar-se uma espectacular e chocante vista, do alto de falésias, com contrastes de luz e sombras, que revelam a gravidade do primitivo, qualidade tão rara dos dias de hoje, e que aqui pode ser apreciada.
O apelativo Cabo Norte foi assim chamado pelo explorador britânico Richard Chancellor em 1553, quando passou o cabo em busca da Passagem do Noroeste, o caminho para o Novo Mundo. Desde então, ocasionalmente recebeu visitas de exploradores que subiam ao planalto, para observar o cabo no alto da falésia, e de visitantes famosos, como o foram o rei Óscar II da Suécia e Noruega em 1873 e o rei Chulalongkorn da Tailândia em 1907.
Hoje em dia, o Cabo Norte é uma importante atracção turística que inclui um amplo (e caro) centro turístico (North Cape Hall), que alberga grande número de exposições sobre a história do lugar. Em 15 de Junho de 1999, foi inaugurado o Túnel do Cabo Norte, que possibilitou ligar a ilha de Magerøya à parte continental e facilitar o acesso por automóvel.
O sol da meia-noite no Cabo Norte espalha a sua luz clara sobre as impressionantes formações insulares, os fiordes cavados, as montanhas cobertas de neve, os pastos luxuriantes e as vastas charnecas. A qualidade mágica da luz nesta região serviu de inspiração a muitos escritores, músicos e poetas.
Honningsvag, o berço do Sol da Meia-Noite
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Os Sami, um povo indígena único na Europa

A sua língua é o sami ou lapão, classificado como um idioma feno-húngrico (do grupo linguístico raro no qual se encontram o finlandês e o húngaro) e se divide em vários dialectos principais.

O fascínio da história do povo Sami, reside também, e a meu ver, na sua avaliação genética. A constituição genética do povo sami tem sido motivo de grande interesse e estudo, devido à grande "distância" entre eles e os demais povos europeus, incluindo seus vizinhos mais próximos.





Alta, a Cidade das "Luzes do Norte"
Alta, na foz do rio Altaelva, cresceu e integrou-se nas quintas vizinhas, formando a área urbana mais habitada da região Finnmark (região mais a norte da Noruega, na mesma latitude que a Sibéria, a Gronelândia e o Alasca). Inclui Bossekop, um mercado comercial rico em tradições onde samis e kaen (imigrantes naturais da Finlândia) e ainda noruegueses comercializavam bens.
Em 1973 foram descobertas gravuras rupestres com 2000 - 6000 anos, perto da aldeia de Hjemmeluft. As gravuras, hoje Património Mundial da Unesco, ilustram a vida selvagem e cenas de caça. As pinturas rupestres de rock Hjemmeluft são a maior extensão de pinturas rupestres do mundo, e podem ser visitadas perto de Alta.
Alta foi notícia por vários meses. Muitos habitantes da zona (especialmente Samis e ambientalistas) usaram a desobediência civil, manifestando-se contra a construção de uma barragem hidroeléctrica. No entanto, a barragem foi construída, e o rio Altaelva manteve uma rica fauna etiológica, sendo hoje motivo de orgulho para os habitantes da região.
A maior parte da população vive na cidade de Alta, desfrutando de um clima ameno, com temperaturas de Verão comparáveis com as do sul da Noruega, e nas zonas baixas, a cidade é protegida das tempestades de Inverno. O seu clima favorável, povo hospitaleiro e ambiente agradável são os pontos fortes desta região, que em cada ano atrai mais pessoas para esta comunidade, tendo esta crescido nos últimos anos. Além disso, é uma cidade muito dinâmica, cheia de actividades e eventos durante o Verão e o Inverno.
Älesund, a Veneza da Noruega


Ela remonta ao século IX, quando Rolf Gang, aqui construiu um castelo, perto da zona onde hoje se estende a cidade, que foi crescendo até 1848, quando foi elevada a cidade. A história de Älesund, no entanto, é marcada por um grande incêndio: No início do século XX, num sábado 23 de Janeiro de 1904, raios de uma violenta tempestade acabaram por causar a destruição da cidade. Num período de 12 horas, o incêndio transformou em cinzas mais de 900 construções que eram feitas de madeira.
A cidade orgulha-se da tradição pesqueira com sofisticadas instalações portuárias, técnicas avançadas, modernos equipamentos, enorme frota pesqueira e inúmeras indústrias de processamento que fazem dela a capital mundial do bacalhau.