Marennes - 8º Dia - Parte I




Deixámos Royan ao final da tarde e posemo-nos à estrada, com rumo a La Rochelle. Depois de alguns quilómetros feitos, e chegada a meia-noite, aparcamos junto da entrada de um parque de campismo, já fechado, onde pernoitámos.

 
No dia seguinte partimos em direção a La Rochelle onde queríamos ir pernoitar, mas no caminho iríamos fazer algumas incursões por lugares imperdíveis, quer pelo seu interesse turístico ou histórico.


O caminho aproxima-se do litoral, percorrendo o "Vallée de la Seudre" situado no estuário do rio Seudre, que historicamente, sempre foi importante, não apenas por ser uma zona de produção de ostras, mas também à sua histórica produção de sal. Nestas salinas, chamados "Salants Marais", produz-se a flor de sal mais preciosa de França.

Depois veem-se zonas de terras baixas, hoje destinadas à produção de ceriais e mais a norte veem-se zonas de sapal. A primeira paragem aproxima-se, sendo realizada um pouco mais a norte, numa vila litoral mundialmente famosa pelo cultivo de ostras, Marennes, que está ainda localizada na região francesa de Charente-Maritime.

Situada na foz do rio Charente, mais a sul, mas bem próxima da ilha de Oléron ("Ile d'Oléron"), Marennes também chamada a capital das ostras, possui uma enorme abundância de hotéis, casas de férias e muitos parques de campismo.

Marennesfica localizada no coração dos pântanos salgados, numa zona de produção de sal que outrora foi um dos alimentos mais populares e uma grande fonte de riqueza. Hoje, a povoação deve a sua fama à produção de ostras, tornando-se um importante centro de produção e comercialização e exportação através do Porto de La Cayenne, que é um dos mais ativos da bacia.

Chegados a Marennes procurámos um restaurante bem típico para degustarmos as famosas ostras da região. Esse lugar foi encontrado junto da praia, em lugar muito sossegado, numa tasca/barraca à beira de estrada e situada ao lado do viveiro de produção particular.

Ali na barraca de praia, as ostras são quase ao preço de tremoços, e degustadas vivas…, tendo a nossa escolha recaído no tamanho quatro,que equivale a quatro anos de crescimento da ostra em viveiro. Segundo o viveirista, homem de meia-idade onde já se notava algum cansaço, é “muito tempo de crescimento”, que assim vê a idade passar, sem conseguir passar o negócio…O que não dirão os produtores de vinho do Porto!...

A zona de Marennes-Oléron é, de longe, a maior área de cultivo de ostras de toda a Europa. Os viveiros de ostras da região espalham-se um pouco por todo o lado, numa extensão de cerca de 6.000 hectares. Anualmente são ali produzidas de 45.000 a 60.000 toneladas de ostras. Mas a zona de Marennes-Oléron por ser uma zona litoral de águas calmas, é também o destino de férias favorito para inúmeros turistas de toda a Europa.

Depois da comezaina, seguimos para Brouage, uma vila medieval situada ali perto, mas mais para o interior.
Fonte: http://www.oysters.us/marennes.html ; http://www.nombalais.fr/ http://fr.wikipedia.org/

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