Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito.
António Gedeão, Homem, in 'Movimento Perpétuo'
Todas
as ciências falam do medo: o homem ao tornar-se consciente ascende à condição
de animal que conhece, como nenhum outro, sua inviabilidade biológica.
Seja
no ambiente externo onde se move sob a ameaça da lógica implacável do mundo,
seja no espaço interno onde habita a sua ruína (a consciência dessa lógica
implacável), não há como não perceber a condenação ao fracasso fisiológico
final.
O
medo é um sinal de que somos continuamente ameaçados pela falta de sentido da
vida, pela perceção da deformação final do corpo, pela violência da ciência,
pela indiferença do Universo.
Como
nossos ancestrais na savana africana, marchamos em direção a um horizonte que não
parece ter em seus planos a nossa felicidade. Então, como enfrentar o terror
cósmico?
Esta é mais uma
palestra do Café Filosófico, realizada por Luiz Felipe Pondé, filósofo e
ensaísta brasileiro, que atualmente, é Vice-Diretor e Coordenador de Curso da
Faculdade de Comunicação da FAAP; professor de Ciências da Religião da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Filosofia na
Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
Fontes:
http://www.youtube.com/watch?v=2wxBG1kZIZw; http://www.citador.pt/poemas/homem-antonio-gedeao
http://pt.wikipedia.org/
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